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Inflação perde força e confirma previsão de recuo no segundo trimestre do ano

A inflação brasileira medida pelo Índice Geral de Preços 10 (IGP-10) apresentou forte desaceleração entre maio e junho, com queda de 0,67%, após alta de 0,13% no mês anterior, segundo divulgou na última segunda-feira, 16 de junho, a Fundação Getulio Vargas (FGV).
O resultado é 0,80 ponto percentual inferior ao 0,13% registrado em maio e confirma a expectativa do governo, de recuo da inflação no segundo trimestre do ano.
A pesquisa é feita entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência. O IGP-10 é calculado com base em três outros indicadores: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mostra os preços do atacado; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC); e p Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).
A queda da inflação de junho foi puxada pela queda expressiva nos preços ao produtor. O IPP recuou 1,41%, acentuando a redução de 0,22% em maio e acumulando queda de 1,63 ponto percentual em dois meses.
Inflação também ficou menor para o consumidor na segunda semana de junho, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S), outro indicador calculado pela FGV. A taxa desacelerou de 0,46% para 0,36%, puxado por uma alta menor nos preços dos alimentos, além de um recuo no preço do etanol.
O movimento de recuo nos preços levou os analistas e investidores do mercado a reduzirem a projeção para a inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços Nacional ao Consumidor Amplo (IPCA), em 2014. De acordo com o boletim semanal Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (16), a previsão do mercado caiu de 6,47% para 6,46%.

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