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Luto no esporte | Oscar Schmidt morre aos 68 anos

Brasileiro ídolo do basquete deixa legado mundial e inspiração

Lenda “Mão Santa” foi o nome da conquista do Pan-Americano de 1987 sobre o time dos EUA na casa do adversário
Foto: David Madison/Getty Images/Banco de Imagens RJ

Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial, faleceu nesta sexta-feira, 17, em São Paulo, aos 68 anos. O ex-jogador enfrentava um tumor cerebral há cerca de 15 anos.

“Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo”, afirmou a assessoria do atleta, em nota.

Segundo a prefeitura de Santana de Parnaíba (SP), onde residia, Oscar passou mal em casa e foi encaminhado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana pelo Serviço de Resgate, “já em parada cardiorrespiratória, chegando à unidade sem vida”. A despedida será reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família.

Trajetória
Nascido em Natal (RN), em 1958, Oscar iniciou no basquete aos 13 anos, em Brasília, e logo se destacou. Aos 16, mudou-se para São Paulo para jogar no Palmeiras. Foi convocado para a seleção juvenil em 1977 e, no ano seguinte, conquistou títulos sul-americanos pela equipe principal.

Sua carreira internacional brilhou com a conquista da Copa William Jones em 1979 e cinco participações olímpicas – Moscou (1980), Los Angeles (1984), Seul (1988), Barcelona (1992) e Atlanta (1996) – sempre como cestinha. Jogou 11 temporadas na Itália e, de volta ao Brasil, defendeu clubes como Corinthians e Flamengo, onde alcançou a marca histórica de 49.737 pontos, superando Kareem Abdul-Jabbar.

Oscar participou do jogo das celebridades da NBA All Atar em 2017
Foto: Reprodução Instagram

Oscar foi o protagonista da histórica vitória do Brasil sobre os Estados Unidos na final dos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis. Na ocasião, a equipe impôs a primeira derrota da seleção norte-americana em casa, resultado que desencadeou debates sobre a necessidade de convocar jogadores da NBA para competições internacionais e que, anos depois, culminaria na formação do lendário “Dream Team” de 1992.

Em 1991, foi nomeado um dos 50 Maiores Jogadores de Basquete pela Fiba e, posteriormente, integrou o Hall da Fama da NBA. Aposentou-se em 2003, mas seguiu ativo como palestrante. Em 2022, declarou: “Eu não acho que eu tenho 64 anos. Eu vivo minha vida intensamente, mas por outro lado, calmamente. Eu adoro fazer palestra, ver os olhos das pessoas olhando para mim, batendo palma. Isso repõe, em parte, tudo aquilo que eu perdi parando de jogar”.

Oscar Schmidt encarando outra lenda do basquete, Michael Jordan
Foto: Reprodução Instagram

Oscar Schmidt deixa uma trajetória marcada pela paixão ao esporte, pela superação e pelo carisma que o transformaram em ídolo eterno do basquete brasileiro e mundial. (Com informações da Agência Brasil e do ge.globo.com)