
Foto: Mateus Bruxel, Agência RBS.
O jornalismo esportivo do Rio Grande do Sul perdeu nesta quarta-feira, dia 28, um de seus nomes mais conhecidos. Morreu, aos 70 anos, o jornalista e comentarista Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha. Ele estava internado em Porto Alegre e enfrentava um quadro de infecção pulmonar que evoluiu para uma infecção generalizada.
Com uma carreira de décadas dedicada à comunicação, Guerrinha construiu uma trajetória marcada pela personalidade forte, pelo bom humor e por comentários que se tornaram conhecidos entre os ouvintes e leitores. Sua atuação esteve especialmente ligada ao futebol gaúcho e à cobertura de Internacional e Grêmio.
Nascido em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, Guerrinha iniciou sua carreira jornalística ainda na década de 1970. Antes de se consolidar na cobertura esportiva, teve passagem pelo jornalismo ligado ao turfe. Em 1983, retornou ao Grupo RBS, onde passou a atuar no jornal Zero Hora.
Ao longo dos anos, ampliou sua presença nos diferentes veículos de comunicação. Em 1993, passou a acompanhar mais diretamente o Internacional. A experiência no jornalismo impresso também abriu caminho para o rádio. Em 1999, estreou como comentarista e, posteriormente, tornou-se uma das vozes mais conhecidas do esporte gaúcho.
Em 2000, começou a escrever a coluna “Guerra Total”, no Diário Gaúcho, espaço em que consolidou ainda mais seu estilo irreverente e direto. Quatro anos depois, passou a integrar o Sala de Redação, tradicional programa esportivo da Rádio Gaúcha, onde permaneceu por anos.
A maneira particular de analisar o futebol fez de Guerrinha uma figura reconhecida pelo público. Suas opiniões, comparações e expressões bem-humoradas ultrapassaram o ambiente esportivo e passaram a fazer parte do cotidiano dos ouvintes.
Entre as marcas deixadas pelo comentarista estão frases que se tornaram conhecidas no rádio e nas redes sociais, sempre acompanhadas de uma maneira própria de interpretar as situações do futebol.
A morte de Guerrinha representa uma perda para o jornalismo esportivo gaúcho e encerra uma trajetória de mais de cinco décadas de dedicação à comunicação. O profissional deixa a esposa, Kathia, as filhas Michelle e Karine e três netos.
LEGADO
Mais do que comentar partidas e analisar o desempenho de equipes e jogadores, Guerrinha ajudou a construir uma forma característica de fazer jornalismo esportivo no rádio. Com linguagem popular, opinião contundente e bom humor, tornou-se uma referência para diferentes gerações de jornalistas e torcedores.
Sua voz, suas análises e seu jeito particular de falar sobre futebol permanecerão como parte da história da imprensa esportiva do Rio Grande do Sul.













