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Uma apresentação teatral lúdica e interativa marcou a manhã desta quarta-feira, 4, na Emei Progresso, em mais uma ação do Plano de Ação Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER), desenvolvido pela rede municipal de ensino. A atividade integra as iniciativas de promoção de uma educação antirracista, inclusiva e representativa, com abordagem do respeito às diferenças desde a infância.
Promovida pela Secretaria Municipal de Educação (SEE), por meio do Núcleo de Educação para as Relações Étnico-Raciais (Nerer), a programação contou com o espetáculo “Tete e Bitello – Um conto sobre racismo”, apresentado pela dupla Negrejar, formada pelos atores Sérgio Rosa e Jaqueline Santos, de Venâncio Aires. A peça foi especialmente criada para crianças pequenas, com uma linguagem acessível, músicas, coreografias e participação do público.
A história aborda a amizade entre Tete, uma menina negra que começa a ter medo de sua própria identidade porque outras crianças não querem brincar com ela, e Bitello, que sai à sua procura. Por meio dos personagens, o espetáculo trabalha questões como preconceito, estereótipos, amizade e autoaceitação, apresentando o racismo de forma lúdica, como um monstro que precisa ser enfrentado.
A coordenadora do Núcleo de Educação e Formação Continuada para as Relações Étnico-Raciais (Nerer), Daniela dos Santos, destacou a importância de aproximar as crianças de diferentes culturas desde os primeiros anos de vida. “Desde pequenas as crianças precisam conhecer diferentes culturas, histórias e tradições, aprendendo a respeitar as diferenças e a valorizar a identidade de cada pessoa. E o teatro é uma forma especial de abordar esses temas de maneira lúdica e divertida, permitindo que elas também aprendam por meio da arte e da brincadeira”, afirmou.
Segundo o ator Sérgio Rosa, a proposta foi desenvolver uma apresentação adequada à faixa etária de três a seis anos, respeitando o tempo de atenção e a compreensão das crianças. “A gente queria fazer algo colorido, mesmo tratando de um tema forte como o racismo. Construímos um espetáculo bem lúdico, com músicas e coreografias, para que elas participem e compreendam a mensagem”, explicou. O ator destacou ainda a receptividade do público nas apresentações realizadas nas escolas.
A diretora da Emei Progresso, Raquel Rodrigues, contou que a instituição vem intensificando o trabalho com a temática do ERER há cerca de três meses. As atividades envolvem crianças de três a cinco anos e têm sido bem recebidas. Para ela, a abordagem é especialmente importante porque a escola está inserida em uma comunidade onde muitas famílias enfrentam dificuldades socioeconômicas e é fundamental trabalhar o respeito às diferenças. “Infelizmente, ainda existe muito preconceito e a infância é o momento certo para ensinar valores”, ressaltou.
A dupla Negrejar realizou apresentações em oito escolas municipais, quatro na terça-feira e outras quatro nesta quarta-feira. Foram contempladas, além da Progresso, as Emeis Paraíso Infantil, Gente Miúda, Pingo de Gente, Bem-Me-Quer, Sildo Paulo Goettert, Pequeninos do Faxinal e Vovô Arlindo. A escolha das unidades levou em consideração o número de crianças matriculadas, priorizando as escolas com maior número de alunos. A previsão inicial era contemplar as 22 Emeis, mas o planejamento foi ajustado para incluir outras iniciativas relacionadas à educação antirracista. Segundo os atores, o trabalho terá continuidade no próximo ano.
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