
Ela completa hoje 139 anos. 139 recebendo pessoas de todos os lugares do mundo. Seja na Oktoberfest, nos eventos internacionais sediados pelas multinacionais e fumageiras e também pelas universidades. Santa Cruz do Sul, uma cidade de cultura germânica a 155 km de Porto Alegre, traz consigo um aconchego de quem muito bem recebe a todos os seus visitantes ou moradores temporários, os estudantes que vem para cá tanto para o ensino fundamental e médio, quanto para o superior. Eles tomam conta da cidade. Embelezam as festas e renovam os eventos.
Santa Cruz é a cidade da cultura. Ela traz a Feira do Livro, festas de todos os tipos e para todos os gostos. Festivais da cerveja, festa das cucas, encontro de carros antigos, rodeios, Enart. Além de todos os eventos que realiza todos os finais de semana nas praças e que reúnem uma grande quantidade de pessoas. Também tem seus escritores e escritoras, que cada vez mais se destacam na cena literária. Sem deixar de lado os músicos que levam o nome da cidade para todos os cantos.
Parabéns Santa Cruz do Sul!

História
A história do hoje município de Santa Cruz do Sul começou por volta da década de 1840. Na época, a localidade pertencia ao Município de Rio Pardo – que era um centro comercial próspero – e este passou a ter interesse em estabelecer uma comunicação com a zona serrana da Província para atrair também o comércio àquela região. Surgiu então a ideia de se abrir uma estrada que ligasse ambas as regiões, e povoar aquele espaço.
Assim foi feito. Por volta de 1847, já aberta a estrada que passou a ser chamada de Picada Velha (hoje Linha Santa Cruz), o governo da Província, pelas ordens do então presidente, o Tenente-General Francisco José de Souza Soares de Andréa, Barão de Caçapava, concedeu sesmarias a João Faria da Rosa e outros, determinou a constituição da Colônia de Santa Cruz, e determinou que fossem demarcados os primeiros lotes. Ficou decidido que esses espaços de terra seriam destinados a imigrantes alemães que estavam à caminho do Brasil, em uma barca denominada Bessel.
Eles chegam em dezembro de 1849 e logo iniciou-se o povoamento da região. Receberam lotes de 70 hectares os imigrantes Augusto Wutke, Frederico Tietze, Augusto Mandler, Gottlieb Pohl, Augusto Raffler e Augusto Arnold, provenientes da Silésia e da Prússia. Nos anos subsequentes, mais colonizadores chegaram.
O trabalho inicial não foi fácil. Conforme contam os historiadores, o povoado precisou ser construído praticamente do zero, e a maior parte do trabalho foi feito pelos próprios colonizadores. Além das moradias, eles não demoraram a construir escolas e igrejas onde pudessem manter suas tradições, religião e cultura. Dessa forma, eles contribuíram muito para o desenvolvimento rápido daquela pequena comunidade e deixaram marcas profundas para as gerações seguintes, que continuaram seu trabalho.

A municipalização
Graças à característica trabalhadora do povo alemão, não demorou para que a localidade se mostrasse próspera. Em 1850 foi nomeado o primeiro administrador da Colônia de Santa Cruz, Evaristo Alves de Oliveira e nesse período, eram produzidos por aqui, feijão, fumo, milho, batata, cevada e linho que eram, em parte consumidos, em parte exportados pelo Rio Pardo. Não demorou, porém, para que o tabaco se revelasse como um dos mais rentáveis produtos e a província também percebeu isso porque passou a auxiliar os colonos comprando as sementes e distribuindo-as para que eles pudessem ganhar algum dinheiro e saldar as dívidas com as aquisições de terras. Como é possível observar, o cultivo de tabaco está presente na história do município, quase tanto quanto a cultura alemã.
A história registra que, por volta de 1853, já eram 196 lotes ocupados na Colônia e 692 habitantes viviam neles. Em 1859 esse número já havia crescido muito, pois então, cerca de 2.409 pessoas aqui viviam. Seguindo sempre nesse ritmo, não demorou para que Santa Cruz do Sul fosse elevada à categoria de cidade. Apenas 29 anos após seu início, em 28 de setembro de 1878, nascia o município de Santa Cruz do Sul, com seus 10 mil habitantes.
A primeira Câmara de Vereadores, que servia na época como o principal centro administrativo da cidade, foi instalada na esquina das ruas São Pedro e Taquarembó (hoje ruas Marechal Floriano e 28 de setembro) e a sessão de posse foi presidida pelo vereador Joaquim José de Brito, o Tenente Coronel Brito, que hoje empresta seu nome a uma das principais vias da cidade.
(Fonte: Site da Prefeitura Municipal de Santa Cruz/Revista Santa Cruz em Números 2017)














