LUANA CIECELSKI
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Na última quinta-feira, 8 de dezembro, o Centro dos Professores do Rio Grande do Sul (Cpers) decidiu entrar em greve a partir dessa terça-feira, 12 de dezembro, até o término da votação do pacote de ajuste fiscal do Governo do Estado na Assembleia Legislativa, como forma de protesto a esse projeto do Executivo que visa diminuir os custos cortando extinguindo funções e diminuindo secretarias, entre outros ajustes. Em Santa Cruz do Sul, porém, de acordo com o 18º Núcleo do Cpers, não deverá haver uma grande adesão ao movimento.
De acordo com a vice-diretora do 18º Núcleo de Santa Cruz do Sul, Neusa Maria Stoelbenn, depois da assembleia geral da categoria, realizada na quinta-feira, os dirigentes do Cpers local chegaram a enviar um e-mail para todas as escolas comunicando a decisão do sindicato central por fazer greve. Porém, recentemente em reunião realizada pelo conselho regional havia ficado acordado que, na região, em função do fim do ano letivo – que já deve acontecer nessa semana em algumas escolas e na semana que vem em outras – não seria realizada mais nenhuma greve.
“Nós apenas permaneceríamos em estado de greve e participaríamos de algumas mobilizações durante o período de votação do pacote de ajuste fiscal, já que tínhamos acordado isso. Portanto, se houver greve vai ser por parte de um ou outro professor, mas não de uma escola inteira”, explicou Neusa.
Ainda assim, o 18º Núcleo vai disponibilizar ônibus para os professores que tiverem interesse em se deslocar a Porto Alegre na manhã de hoje. “Amanhã (hoje) será realizado um grande ato no Largo Glênio Peres. Será um ato unificado, de todos os sindicatos, e os professores também estarão lá”, disse Neusa. Também deverão participar do ato funcionários do Estado que podem ser afetados pelo ajuste fiscal se esse for aprovado.
Além disso, em Santa Cruz do Sul também poderá acontecer alguma manifestação nos dias de votação do projeto. “A gente ainda não sabe bem quando essa votação vai acontecer, porque não está sendo divulgado ainda, mas é possível que nesses dias, alguns professores se reúnam em manifestações”, explicou o secretário do 18º Núcleo, Elbe Marques Belardinalli.
Ajuste fiscal
O pacote de medidas do ajuste fiscal, foi anunciado pelo Governo do Estado no último dia 21 de novembro como uma forma de driblar a crise que o governo vem enfrentando – que vem causando o parcelamento dos salários há nove meses e a possibilidade de não pagamento do 13º salário desse ano aos funcionários públicos – e entre as medidas estão a extinção de 11 órgãos ligados ao Executivo – nove fundações, uma companhia e uma autarquia – e a redução no número de secretarias, que passa de 20 para 17.
Além dessas mudanças, o governo também anunciou que serão demitidos entre 1,1 mil e 1,2 mil servidores – entre efetivos e cargos de confiança (CCs) com o objetivo de diminuir o déficit nos próximos anos. Em 2016, de acordo com o governo, as contas deverão fechar com R$ 2,359 bilhões no vermelho. Se as alterações não forem feitas, segundo dados informados pelo próprio governo, em 2017 esse déficit poderá chegar a R$ 5,194 bilhões e em 2018 a R$ 8,822 bilhões.














