Viviane Scherer Fetzer
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A RGE Sul promoveu durante esta semana diversas atividades do projeto ‘Educar para Transformar’ na região. Com o objetivo de levar a temática da sustentabilidade para dentro das escolas públicas dos municípios da sua área de concessão, realizou na terça-feira, 20, o Seminário Regional destinado a professores de 21 municípios da região, participaram mais de 400 professores. A Escola Estadual de Educação Básica Estado de Goiás recebeu as atividades durante todo o dia.
Os Seminários Regionais são capacitações específicas para os educadores e têm como tema “Educação para a formação de sociedades sustentáveis”. Contemplam em sua programação oficinas, workshops, apresentação do espetáculo teatral “Inventário de seres e coisas” e uma rodada de palestras cujos ministrantes têm em seu repertório a experimentação nas áreas de educação e meio ambiente. São eles o Doutor em Ecologia, Genebaldo Freire Dias, o antropólogo e psicólogo, Roberto Crema, e o Doutor em Economia e Ciências Sociais, Luís Felipe Nascimento.

Na segunda e quarta-feira estudantes de Santa Cruz do Sul participaram do projeto. As atividades foram realizadas para os alunos da rede estadual, na Escola Estadual de Educação Básica Estado de Goiás, em dois turnos na segunda-feira. Já na quarta-feira, o projeto foi apresentado aos estudantes da rede municipal na Escola Municipal de Ensino Fundamental Harmonia. Ainda na semana, o município de Candelária recebeu as atividades na quinta e na sexta-feira. As demais cidades da região participarão do Educar para Transformar nas semanas seguintes.
O projeto itinerante visa à formação de sociedades mais conscientes e comprometidas com o planeta. Para isso, aposta na educação, com a abordagem multidisciplinar dos temas energia, água, resíduos e mobilidade, e suas aplicações no dia a dia. Conforme a produtora do projeto, Paula Boscato, já é o terceiro ciclo do Projeto que iniciou em 2012. “Estamos contemplando 118 municípios, 100% da área de concessão da RGE Sul. E esse projeto tem dois momentos, o primeiro é o Seminário Regional para os professores com o objetivo de capacitar e dar um pouco mais de instrumentalização para que eles possam trabalhar essa questão da sustentabilidade e da questão ambiental com seus alunos. Então o projeto abrange quatro eixos temáticos que seriam energia, mobilidade, resíduos e água”, explicou Paula.
O evento contou com a participação de 21 municípios da região que participam de um dia de capacitação, aprendizado, troca de conhecimento. E conforme Paula, “o segundo momento que a gente tem é a ação na rede escolar. Depois do seminário nós visitamos todos os municípios para fazer a ação com as crianças, atendemos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, para que desde pequenos eles tenham essa consciência em relação ao meio ambiente”. Educadores de Arroio do Tigre, Boqueirão do Leão, Cachoeira do Sul, Candelária, Estrela Velha, Gramado Xavier, Herveiras, Ibarama, Lagoa Bonita do Sul, Lagoão, Novo Cabrais, Passa Sete, Passo do Sobrado, Rio Pardo, Santa Cruz do Sul, Segredo, Sinimbu, Sobradinho, Tunas, Vale do Sol e Vera Cruz receberam os materiais pedagógicos do projeto (Revista do Professor, Revistas dos Alunos e CD) para fomentar a continuidade da proposta educativa nas instituições de ensino.
A professora de língua portuguesa, espanhol e alfabetização da Escola Municipal de Ensino Fundamental Jovino Ferreira Fiuza, de Arroio do Tigre, Ana Maria Bugs Nunes, salienta que a escola trabalha o assunto o ano todo. “A questão da sustentabilidade, da energia, de proteger o meio ambiente, como o mundo muda, como temos que aprender a dar valor para as coisas que temos na natureza, é um conteúdo normal. Estamos tentando conscientizar desde a pré-escola até os últimos anos, mas está cada vez mais difícil para o ser humano acreditar que isso está mudando”.
Liderança na transformação
O antropólogo e psicólogo, Roberto Crema, ministrou uma palestra durante o seminário em que abordou o tema ‘Liderança em tempo de transformação’. Ele afirmou que o momento vivido pela família humana é bastante crucial. Ele explica a crise com os dois ideogramas chineses que a representam, “um fala do perigo para o despreparado e o outro significa oportunidade, a crise é uma oportunidade de aprender, de crescer e de evoluir”. Ele apresentou que o potencial do ser humano tem sido um problema, mas que pode ser a solução. “Precisamos de fato de uma nova educação, uma educação que não eduque apenas o cérebro humano para uma tarefa importante, a própria Unesco fala dos quatro pilares da educação. Além de conhecer e de fazer, nós precisamos aprender a conviver e aprender a ser”, salientou.














