Início Educação Núcleo regional do Cpers protesta em frente à 6ª CRE

Núcleo regional do Cpers protesta em frente à 6ª CRE

 

Professores da rede pública se concentraram em frente ao prédio da 6ª Coordenadoria Regional de Educação nesta segunda-feira, 23, em Santa Cruz do Sul, em protesto contra a política de parcelamento salarial do governo do Estado, e contra medidas de reestruturação na educação em virtude da crise econômica que afeta o Rio Grande do Sul.

Desde a manhã, até perto das 16 horas, os servidores bloquearam entradas e saídas do local, e com isso, a 6ª CRE não teve expediente nesta segunda-feira.

Na semana passada, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) reuniu as 30 coordenadorias regionais, para orientar sobre o remanejo de alunos de escolas grevistas para as que estão funcionando normalmente. A intenção é diminuir o prejuízo dos estudantes que estão terminando o ensino médio.

“Estamos preocupados com a situação de todos os alunos, em especial com os dos últimos anos dos ensinos Fundamental e Médio. Estamos fazendo todo o esforço para que não sejam prejudicados para o ano letivo de 2018”, afirmou na semana passada o secretário da Educação, Ronald Krummenauer.

Inicialmente, o trabalho de remanejo irá começar pelas coordenadorias com sede em Porto Alegre, São Leopoldo, Pelotas, Santa Maria e Palmeira das Missões. A reportagem do Riovale tentou contato tanto com a 6ª Coordenadoria Regional da Educação quanto com o coordenador Luiz Ricardo Pinho de Moura nesta segunda-feira, 23, mas não obteve resposta.

O governador José Ivo Sartori anunciou que o estado irá estudar uma ação contra o protesto dos servidores, que bloqueou as entradas das coordenadorias regionais de educação.

Segundo o Cpers, o remanejo dos estudantes é ilegal e beneficia apenas os alunos que estão se formando, sem melhorar a situação do restante das crianças e adolescentes afetados pela greve. A atitude também seria prejudicial aos estudantes remanejados, já que eles não terão as aulas recuperadas.

O comando-geral da greve, em Porto Alegre, suspendeu os protestos que ocorreriam na Capital gaúcha nesta terça-feira, 24, pois não estão em pauta na Assembleia Legislativa nesta semana os projetos que englobam as reivindicação dos professores.

Segundo o Cpers, mais de 60% dos professores do estado estão em greve. Já o Piratini afirma que apenas 2,5% das escolas estão totalmente paralisadas, e outras 26% funcionam parcialmente.