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Para ouvir contos da vida breve

Alyne Motta
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Um projeto que já andou por diversas cidades do mundo como Montevidéu, Buenos Aires, Porto, Lisboa, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Florianópolis, agora desembarca em 13 munícipios gaúchos como Gramado, Canela, Camaquã, Santa Maria, Morro Reuter, e também Santa Cruz do Sul.
Em sua sétima edição, o “Leituras Feevale” é uma realização em parceria com a universidade de Novo Hamburgo desde 2007. Através de turnês desenvolvidas pelo escritor Henrique Schneider, o “Contos da Vida Breve” passa, dessa vez, por cidades do Rio Grande do Sul que o autor ainda não havia tido a oportunidade de chegar.
O encontro acontece, pela primeira vez, em Santa Cruz do Sul na manhã de hoje, 22 de junho, na Livraria e Cafeteria Iluminura (Borges de Medeiros, 471). A partir das 10h, o escritor Henrique Schneider vai ler e interpretar 12 pequenos contos dos mais de 500 que escreveu.
A estreia do projeto ocorreu em Novo Hamburgo, cidade natal do escritor. Neste ano, o “Leituras Feevale” respira com leituras em locais inéditos, mas, ao mesmo tempo, torna-se mais intimista. “Estou bem animado com a ideia de renovar os lugares e cidades onde ocorrerão as leituras, arejando o projeto”, comenta Schneider.
A maioria dos locais que receberão as sessões são livrarias. “Neste ano, foquei em lugares pequenos, buscando dar ainda mais intimidade e informalidade às leituras”, revela Henrique, que há 10 anos escreve semanalmente a coluna Vida Breve no jornal ABC Domingo.
Os contos lidos e interpretados pelo escritor são extraídos de sua coluna no jornal, que já rendeu um livro, “A vida é breve e passa ao lado”, publicado pela editora Dublinense com a reunião de 44 destes textos. Alguns contos como “O monstro debaixo da cama” e “A hora em que os cafés fecham”, já viraram curtas-metragens.

Divulgação/Henrique Schneider

Henrique interpreta seus contos na manhã de hoje, em Santa Cruz do Sul

LIVROS E OBRAS
Formado em Ciências Jurídicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é autor de “Contramão” (2007), livro finalista da 50ª edição do Prêmio Jabuti e vencedor do Prêmio Livro do Ano da Associação Gaúcha de Escritores. Atualmente está sendo roteirizado para se tornar filme pelo cineasta Jeferson De.
Filho da ex-miss e professora universitária Therezinha e do ex-rei momo e deputado Nestor, Henrique esteve em contato, desde cedo, com a literatura. Ao lado dos jogos de futebol no campinho do colégio e das correrias de polícia e ladrão, os livros e revistas marcaram presença na infância.
Na época da faculdade, em 1984, publicou seu primeiro livro: “Pedro Bruxo” (Editora Metrópole), que mais tarde ganhou outras duas edições pela Editora Caetés. Em 1989, com “O Grito dos Mudos”, venceu o prêmio Maurício Rosemblatt de Romance, sendo cinco edições pela Editora L&PM e duas pela Bertrand Brasil (2006).
Após uma pausa, em 1999, publicou “A Segunda Pessoa” (Editora Mercado Aberto), que deve ser reeditado pela Bertrand Brasil nos próximos meses. Seus trabalhos mais recentes são “Avenida de Histórias” (Um Cultural, 2009) e os textos de “Novo Hamburgo – a cidade se revela” (Um Cultural, 2009).
De acordo com Julio Cortázar, “escrever é uma luta contínua com a palavra. Um combate que tem algo de aliança secreta”, e o escritor Henrique Schneider vive essa luta cotidianamente. Escreve para despertar o novo, rememorar o antigo… Contar histórias, também.
“A literatura nunca como ponto de chegada; sempre como ponto de partida. Um ponto de partida que une as mãos de quem escreve com os olhos de quem lê”, revela o escritor em seu site, que vê na internet uma possibilidade interminável de possibilidades para si e para os leitores.