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Tirando histórias da gaveta

Cristiano Silva
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Rolf Steinhaus

Contos de “Assassinato na Real Biblioteca e outras histórias” reflete carreira construída
dentro da área policial por Düren, guiados pela ficção e história.

Com 15 anos de dedicação ao jornalismo, 10 deles à reportagem policial, Ricardo Düren hoje é chefe de reportagem do jornal Gazeta do Sul. Em meio ao seu trabalho de jornalista, ao longo dos anos escreveu inúmeros contos que, após serem revisados e se necessários reescritos, vieram às páginas de um livro – o seu primeiro trabalho solo –, que foi lançado no último dia 8 de setembro, dentro da programação da 26ª Feira do Livro de Santa Cruz.
Düren, na obra “Assassinato na Real Biblioteca e outras histórias”, entrega contos que são, de uma maneira clara, lampejos e pinceladas de todo o seu trabalho jornalístico a cerca da área policial, norteados pela verdade, ficção e história.“São oito contos. É um trabalho que venho desenvolvendo há bastante tempo e foram sendo escritos sem muita pretensão de publicar, apenas pela vontade de escrever, quando vi esse material estava aí”, revela o jornalista.
“Eles têm uma forte influência da minha tradição como antigo repórter policial nos 10 anos que trabalhei na área, além disso, o livro tem influência de pesquisas que realizei na área da Narratologia, então tem histórias com um pouco de humor, outras histórias são de mistério e tudo foi um trabalho que disputou tempo em meio ao meu trabalho dentro do jornalismo.” conta Düren, que ainda revela ter esperado o momento certo para publicá-los: “Muitos contos foram reescritos, revisados, reescritos de novo, e agora chegou o momento que adquiri uma maturidade literária que me possibilita publicar com tranquilidade este material”.


“Assassinato na Real Biblioteca e outras histórias”

Os enredos dos contos, segundo RicardoDüren, são diversos: “As histórias são variadas, como por exemplo o primeiro, que é uma história que se passa no Brasil colonial, um assassinato que acontece na Real Biblioteca onde procurei jogar bastante com a história. A Real Biblioteca realmente existiu, veio dois anos após a família real portuguesa vir para o Brasil, eles que inclusive são personagens do conto, ou seja, é uma história que envolve isso, já posteriormente entra outra história que é bem contemporânea, então foi um jogo interessante, vários ambientes, vários cenários, essa brincadeira com um pouco da historia, verdade, ficção, isso foi interessante” revela Düren.
Na tarde do dia 8 de setembro ocorreuo lançamento e sessão de autógrafos da obra de Düren. Segundo o jornalista, a Feira foi o incentivo que faltava para a publicação e já recebe uma resposta positiva dos seus leitores: “O lançamento coincidiu com a Feira do Livro. Surgiu a possibilidade de lançar e ela se tornou um incentivo para tirar o material da gaveta. O interessante deste livro é que estou tendo bastante feedback das pessoas e foi possível tirar uma ideia do tipo de história que mais agradou o leitor. Nesse sentido está sendo uma experiência positiva para futuramente surgirem novos trabalhos” comentao escritor estreante.
“Assassinato na Real Biblioteca e outras histórias” tem mistério, suspense, humor, ficção, verdade, história, entre outros ingredientes que se dividem entre os seus oito contos. A obra de Ricardo Dürenpode ser encontrada na Livraria e Cafeteria Iluminura (Borges de Medeiros, 471),Livraria Nobel (Marechal Floriano, 260), A Banca (Marechal Floriano, 600) e Livraria Zum do Max Shopping (Sete de Setembro, 36).

Rolf Steinhaus

Primeiro trabalho solo do jornalista reflete carreira de 10 anos na área policial