Cristiano Silva
[email protected]
Divulgação / Jef’s Danças
Alunos do Jef’s Danças se empenham em meio
às dificuldades e vencem festival nacional de dança
Em uma sala do segundo andar do número 332 da Rua 28 de Setembro em Santa Cruz do Sul, dois meninos sonham e sonham alto. Em meio a dificuldades financeiras, falta de patrocínio e uma série de obstáculos, a dança, objeto de dedicação e empenho de Douglas Rangel dos Santos, o Dodô, e Sérgio Luis dos Santos Felicio, o Serginho, entrou muito cedo na vida dos dois, em momentos separados.
“Iniciei na dança aos sete anos na Escola Alfredo Kliemann, depois na Escola Bruno Agnes. No decorrer dos anos fui gostando cada vez mais de dança, mas nunca tinha ido a uma escola mesmo. Em 2010 conheci o Jef’s Studio deDanças e fui aprendendo aos poucos. Ao longo do tempo pude participar de competições e precisou muitos ensaios, aí começou de verdade o amor pela dança, pois o cansaço era grande, gastos com as participações em festivais par ‘não ganhar nada’, pois vamos a um festival obviamente sem saber o resultado, mas tudo isso foi em função do amor que adquiri pela dança” revela Douglas.
Sérgio começou um pouco mais cedo a praticar e se dedicar à dança. “Comecei a dançar aos quatro anos de idade. Conheci o Jef’s com 13 anos através da minha prima que dançava aqui, aí entrei e não saí mais”. Os dois se conheceram há tempo, mas foi bem depois que a amizade se tornou mais forte: “Fizemos comunhão juntos, e não nos falávamos, passávamos um pelo outro, mas não éramos amigos. Passamos a nos conhecer mais e conversar aqui no Jef’s mesmo” revela Sérgio.
DIFICULDADES
Rolf Steinhaus
A proprietária Francelle Costa acompanha Sérgio (e) e Douglas (d)
em todos os momentos de aprendizado, seja na dança ou para a vida
As dificuldade sempre aparecem e a base dos pais nesse momento é necessária.“Os pais sempre apoiaram. No começo ficaram um pouco desconfiados, aí entrou a Fran, proprietária aqui do Jef’s, que conversou com eles, explicou como funciona tudo e deu certo”.Os dois bailarinos de 17 anos e que querem estudar educação física na Unisc, pensam no futuro sem esquecer do presente.
“A escola está em primeiro lugar. Se tu quer um dia estar bem, ser um bailarino profissional, a escola tem que estar em primeiro lugar, aí se dedicar bastante. Com garra, dando força um para o outro é que buscamos nossos objetivos, nos construindo para a vida” revela Douglas.
Para a proprietária do Jef’s Danças, Francelle Costa, os guris são talentos da dança na cidade. “Eles treinam sozinhos, vem pra cá a hora que querem e praticam, então a minha parte é muito mais motivacional do que realmente técnica. Se precisa ir para um festival eu levo e se eles acabam tendo alguma dificuldade financeira a gente tenta suprir isso de maneira que eles consigam se focar só na dança”, afirma.
FRUTOS DO TRABALHO
Divulgação / Jef’sStudio de Danças
Douglas e Sérgio se apresentaram no dia 20 de outubro
em Porto Alegre no festival nacional “Vem Dançar”
Entre os dias 29 de outubro e 03 de novembro, o festival nacional de dança “Vem Dançar”, conhecido no mundo da dança pela qualidade técnica e exigência da comissão julgadora, reuniu cerca de 500 bailarinos do Brasil inteiro em Porto Alegre para competições, apresentações e oficinas.
Representando Santa Cruz do Sul, o estúdio Jef’s Danças levou seus bailarinos ao festival e trouxe para a cidade o primeiro lugar na modalidade Street Conjunto Juvenil e o segundo lugar na modalidade Duo Street Juvenil Avançado.
Douglas Rangel dos Santos e Sérgio Luis dos Santos Felicio, foramos responsáveis – na modalidade Street Conjunto Juvenil juntamente com Tainá Gelsdorf – pelas premiações conquistadas pelo Jef’s para Santa Cruz na competição nacional.
“Participar de um festival como esse é caríssimo, tem a inscrição, tem a alimentação, tem a estadia, e conseguir apoio é complicado, então tenho que fazer essa parte de logística, como inscrever eles, buscar, levar, incentivar, entre outras funções” destaca Francelle.
A conquista desse ano completa a que a dupla já ganhou em 2012, no mesmo festival. “Ano passado a gente foi para o primeiro ‘Vem Dançar’. Ensaiamos muito, dia e noite, fomos para o festival e tiramos o primeiro lugar. Esse ano fomos de novo, um pouco inseguros pois não havíamos ensaiado tanto como queríamos, mas chegamos lá e tiramos o primeiro lugar de novo” destaca Douglas.
Segundo os meninos, as coreografias vêm de inspirações e conversas. “Fizemos reuniões, olhamos muitos vídeos de dança pra se inspirar, pra escolher as músicas, e colocamos tudo junto nas ideias para criar a dança junto com a musicalidade” revela Douglas. “É bom focarmos em muitas danças, não só em uma. Dança de salão, balé, jazz contemporâneo, é bom termos uma evolução no nosso corpo, aí todos os elementos podem fazer a dança ficar bem mais bonita do que já é. É uma arte mesmo”, completa Serginho.
“Eles fazem as coreografias, eu olho, dou a minha opinião mais profissional, então pra nós é muito bacana, significa que estamos instruindo. Na verdade a dança está sendo um meio de construção integral deles como ser humano, essas questões de responsabilidade, desde bem novo quando eles iniciaram, é importante” finaliza a proprietária do Jef’s.














