Cristiano Silva
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Rolf Steinhaus
Show de Bonitinho trouxe clássicos da música gaúcha e contou
com a participação de músicos santa-cruzenses
Vinte e três anos de dedicação a arte e ao seu instrumento, transformaram Juliano Trindade, o Bonitinho, em um dos guitarristas mais respeitado no sul do Brasil. Ao longo destes anos, Bonitinho e sua guitarra se confundem numa escala alucinante de criações que enriquecem a cultura musical gaúcha, isto lhe proporciona uma identidade e liderança sem igual com a juventude, cada vez mais apaixonada pela música do Rio Grande do Sul.
Bonitinho, que compõe, arranja, toca e canta suas canções, inovou o toque instrumental da guitarra e passou a ser um modelo para os guitarrista do estado. Despontou no grupo que lidera, Eco do Minuano e Bonitinho e igualmente valorizou o seu instrumento perante os demais grupos musicais. Foi isso que se viu na noite da última quinta-feira, na Choperia Amsterdam, no centro de Santa Cruz do Sul. O músico veio à cidade para fazer um show solo na Quinta Gaudéria.
Em entrevista ao Riovale Jornal antes do espetáculo, Bonitinho revelou ter uma relação antiga com Santa Cruz do Sul. “Aqui é ótimo. Eu venho para cá desde 1996. Santa Cruz é uma cidade que tem uma magia, o pessoal gosta muito da música gaúcha. É uma cidade pra frente. Do interior, eu vejo apenas Caxias do Sul e Santa Maria que são parecidas na noite como Santa Cruz. A outra vez que eu fiz um show ali no Amsterdam o pessoal tinha pedido pra vir de novo, e agora ocorreu essa oportunidade” destacou Juliano Trindade, que promete material novo da sua banda, Eco do Minuano e Bonitinho, para 2014. “Acredito que no ano que vem, terminando o carnaval, começamos a gravar um disco novo”.
PERSONALIDADE
Rolf Steinhaus
Bonitinho apresentou canções próprias em meio a releituras de clássicas músicas nativistas
Em meio às apresentações do Eco do Minuano e Botinho, Juliano Trindade reserva algumas apresentações solos, como essa da última quinta-feira. Nesse formato, o músico dá maior destaque às músicas nativistas e campeiras, diferente do baile. “A música gaúcha quando é feita com personalidade é ótima. A gente vai sempre aprendendo. A música de qualidade tem identidade e graças a Deus temos a nossa identidade bem característica” finalizou Juliano Trindade.
O show seguiu essa linha. Com grandes performances da banda, destacando os gaiteiros Cléber e Marcos Marques, o show de Bonitinho teve participações que deram grande destaque ao espetáculo. A cantora Silvane Severo, o baixista Denis Job, o violonista Serginho Carvalho, bem como o acordionista Lídio Frantz e Cássio Frantz na bateria, deram um toque santa-cruzense à apresentação de Bonitinho. O repertório variado contou com inúmeros clássicos da música gaúcha.














