Viviane Scherer Fetzer
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Há 30 anos trabalhando com beleza, o missólogo Evandro Hazzy vem a Santa Cruz no próximo sábado para ministrar uma palestra sobre direcionamento de carreira. Na oportunidade ele estará avaliando e procurando talentos para investir na carreira. Evandro ficou conhecido quando começou a trabalhar no mercado das misses. Das 13 gaúchas eleitas Miss Brasil, oito foram preparadas por ele.
De origem germânica, Hazzy conta que Santa Cruz do Sul é uma das cidades que mais ama. Sua família é da região e mesmo tendo nascido em Santa Maria, foi em Santa Cruz que ministrou seu primeiro curso de manequim e modelo no Serviço Social do Comércio (Sesc). “Voltar aqui é uma emoção porque encontro minhas alunas de 20 anos atrás com suas filhas que vão participar da Convenção, descobri muitos talentos aqui e quem sabe desta vez não encontro mais algum?”, reforça Hazzy. Confira a entrevista realizada com o missólogo.
‘Riovale Jornal’ – O que faz um missólogo?
Evandro Hazzy – É como se fosse uma consultoria em que avalia o que a pessoa disse que quer ser e o que ela realmente pode ser. Ele faz um direcionamento para que a pessoa busque a felicidade com exercícios psicológicos, aceitação, íntimo equilíbrio interior com o exterior. Então eu faço todo um trabalho de resgate em busca da realização das pessoas. Eu estou aqui para lançar pessoas na área certa e correta. Não é só para quem quer ser modelo, é para todas as pessoas que pretendem encontrar a realização de suas vidas.
RJ – O que é avaliado além da beleza nos concursos de misses?
EH – É um conjunto de fatores que leva a pessoa a fazer sucesso ou obter vitória. Primeiramente é o conjunto, a luz própria que ela precisa transmitir na pisada na passarela. Para ela fazer sucesso não só nos concursos, mas na vida e na profissão, ela tem que querer muito.
RJ – A paixão dos venezuelanos pelo concurso de Miss pode ser comparada a dos brasileiros pelo futebol?
EH – É sim, isso é uma ótima comparação. Lá eles fazem como os brasileiros aqui com o futebol. Ficam na frente da TV olhando o concurso para acompanhar as participantes e ver até que ponto do programa elas conseguem chegar. Lá os concursos de Miss acontecem semanalmente e todos passam na televisão. Uma curiosidade é que o Rio Grande do Sul é conhecido como a Venezuela brasileira. Daqui saem mulheres que fazem sucesso mundo a fora.
RJ – Você vai com frequência à Venezuela em busca de mais conhecimentos?
EH – Tento ir para a Venezuela no mínimo uma vez por ano porque na Venezuela a gente aprende. Lá eu consigo entender o que eles estão fazendo apenas pelo olhar, porque eles ditam regras de fabricação e preparação de modelos. Eles sabem como mexer no cabelo, como investir em uma cirurgia plástica, como transformar a beleza em um corpo de beldade. Gosto de viajar por outros países também. Um deles é a Itália que me inspira muito pela moda, fiz vários cursos no país. São lugares onde busco aperfeiçoamento para minha carreira. Outro país que gosto de visitar é a Índia, porque eles trabalham o psíquico das concorrentes. Eles consideram que a beleza não vem sozinha, ela é um conjunto do trabalho psicológico para administrar derrotas. Porque a sua vida é uma disputa, você disputa no dia-a-dia e o concurso reflete isso.
RJ – Como funciona a sua Escola de Misses em Porto Alegre?
EH – É uma maison muito grande, no bairro Chácara das Pedras, na frente do Shopping Iguatemi. É uma casa de 600m² onde lapidamos as mulheres. Pego uma joia meio bruta e vou lapidando para transformá-la em um diamante. São 15 profissionais envolvidos entre psicólogos, cirurgião plástico, dermatologista, massoterapeuta, professor de passarela, fonoaudiólogos, cabeleireiros, maquiadores. A Escola não forma apenas misses, mas sim pessoas para a vida. Em cada módulo as alunas aprendem sobre moda, beleza, comportamento, tudo com os nossos profissionais.
RJ – O que acontece quando encontra alguém em que pretende investir?
EH – Tenho pessoas ligadas a mim que organizam toda essa parte de investir em alguém. Quando bato o olho e pretendo investir na carreira fazemos todo um acompanhamento de imagem. Isso tanto de meninas quanto de meninos. Tenho várias agências internacionais que me representam. Tudo pode acontecer aqui em Santa Cruz. Do nada aparece uma deusa, eu boto olho e gosto. Aí a minha equipe vem, assessora e lança. Então tudo a gente vai trabalhar e direcionar para televisão, moda, beleza e misses.
RJ – Como funciona a Convenção?
EH – É uma palestra de duas a três horas em que falo sobre carreira, foco, o que você pretende e como lidar com isso. Falo também sobre fama, mercado de trabalho, beleza, concursos e sobre auto estima que é uma das coisas mais importantes. Depois disso faço uma análise individual do grupo em que vou verificar as pessoas com potencial para investir na carreira de Misses. E a terceira fase é quando eu chamo individualmente numa sala para fazer a análise e convidar para ser lançada (o) no mercado. É nessa parte que encontro as pessoas que quero para trabalhar na minha equipe.
Obs.: Menores de idade precisam ser acompanhados pelos responsáveis.














