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Museu do Mauá: Exposição temporária traz coleções

Entre os objetos expostos, está uma coleção de lápis que foi feita, em parte, por um santa-cruzense

LUANA CIECELSKI
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Todo mundo tem algum objeto do qual gosta muito, seja pela beleza física ou pelo valor sentimental que nutre por ele. Algumas pessoas, porém, sentem um carinho tão grande por determinados itens, que resolvem colecioná-los, resolvem buscar variações do mesmo artigo, seja ele um brinquedo, um chaveiro, uma moeda, um papel de carta. E é justamente sobre esses itens que são carinhosamente reunidos, que trata a nova exposição temporária do Museu do Mauá, denominada ‘Colecionar e Aprender’. 

A mostra reúne os mais variados itens, tais como flâmulas, caixas de fósforos, bibelôs, chaveiros, cartões telefônicos, lápis, almanaques, insetos, flores secas em livros, pedras, santinhos, selos, cédulas, cartões-postais, vidros de remédios e perfumes, entre outros tantos objetos que foram chegando ao museu com o passar dos anos, principalmente por meio de doações da comunidade de Santa Cruz do Sul e região. 

Segundo a responsável pelo museu e historiadora, Maria Luiza Schuster, a exposição tem como objetivo mostrar esses itens, mas também enaltecer a cultura que representam. Dessa forma, as coleções também servem como uma aula, porque por trás de cada coleção há toda uma história a ser contada. Além disso, a experiência de ir até o museu e ver essas coleções pode ser bastante nostálgica. É difícil não identificar algum item que tenha feito parte de sua infância, de seu passado. 

A exposição, que teve sua abertura oficial na tarde da última quarta-feira, 12 de abril, permanece no local até dezembro de 2017, sempre de terças a sextas-feiras, das 14h às 17 horas. O ingresso custa R$ 3,00 (inteiro) e R$ 1,50 (estudantes e aposentados). Mais informações pelo telefone (51) 3715-0496 ou pelo e-mail [email protected].

Coleções deram origem aos museus

Por meio das pesquisas realizadas pela professora Maria Luiza Schuster, sabe-se que no Antigo Egito, o Faraó Amenhotep III colecionava artes pintadas com esmaltes azuis. “O hábito de colecionar tornou-se maior na Idade Média. Nobreza, realeza e clérigos possuíam coleções com os mais variados temas, como itens da história natural, como fósseis, animais empalhados, borboletas, conchas e peixes de lugares distantes”, ressalta. Os colecionadores abriam suas casas para que um público seleto admirasse suas coleções. “Muitas dessas acabaram tornando-se museus ou coleções expostas em museus”, conta. 

Cada período, uma coleção

Cada época do mundo possuiu seus próprios itens colecionáveis. “Cada geração criou suas tendências de coleções voltadas para a cultura do momento”, explica Maria Luiza. No fim da Idade Média, por volta de 1500, as coleções já tinham itens com valores financeiros expressivos, como joias, vasos de luxo, moedas, entre outros. 

Então, por volta de 1500 até cerca de 1750 ocorreu uma grande produção de livros, algo em torno de 130 milhões. Como eles se espalharam, as pessoas começaram a criar o hábito de guardar flores dentro das obras. Essas flores secavam, e depois viravam coleções. “Essa mania de colecionar flores tornou-se muito popular, atingindo todas as classes sociais, homens e mulheres, adultos, adolescentes e crianças”, conta a pesquisadora. 

Já na Idade Moderna, as obras de arte estiveram em evidência como coleções. Peças de pintores e escultores passaram a ser cada vez mais disputadas por colecionadores e museus. Atualmente, os mais variados itens são considerados colecionáveis. Há coleções para todos os gostos. 

Exposição ‘Colecionar e Aprender’

Funcionamento: de terças a sextas-feiras, das 14h às 17 horas
Ingressos: R$ 3,00 (inteiro) e R$ 1,50 (estudantes e aposentados)
Agendamento para visitas de grupos: (51) 3715-0496 ou [email protected]

Coleção de selos de diversos países também é encontrada na exposição