Em mais um workshop realizado para seus alunos e músicos interessados, a Batera’s School, escola de música que fica na Rua Senador Pinheiro Machado 273, em Santa Cruz do Sul, trouxe ao município na última terça-feira, 5, o baterista Matheuzinho Schuch.
Foi o terceiro evento do estilo em 2017. Durante este ano, já estiveram na Batera’s disseminando seu conhecimento musical os bateristas Zé Montenegro, em março, e Cléo Schulz, em maio. Segundo Diego Maracci, professor de música e um dos proprietários do estabelecimento, a escola de música ainda deve realizar mais um workshop do tipo até o fim do ano.
Gaúcho de Santa Maria, Matheuzinho tem 28 anos e atualmente mora em Minas Gerais, onde trabalha com produção musical em Belo Horizonte, e se apresenta com a dupla João Lucas & Diogo. Nascido em uma família de músicos (é neto do músico e compositor tradicionalista Kenelmo Amado Alves, filho de Oristela Alves e sobrinho de Francisco Alves), iniciou sua trajetória musical com uma banda de rock, mas depois procurou ampliar seu leque musical, passando por conjuntos de diferentes estilos.
A diversidade musical, segundo Matheus, ou “Matheuzinho”, nome artístico recebido por ter começado na profissão muito cedo e sempre ser o mais jovem entre os colegas de banda, é um dos diferenciais para qualquer profissional da música. “Se a gente vai viver disso, a gente tem que ser o mais amplo possível. Quanto mais tua cabeça for aberta pra isso, mais tu vai trabalhar, mais tu vai ganhar dinheiro e vai ser reconhecido como um bom músico, que consegue tocar tudo”.
O segredo, segundo o baterista, é acabar com qualquer tipo de preconceito de ritmo. Na capital mineira, Matheuzinho trabalha em um estúdio gravando para outras bandas, também em diversos estilos como Gospel e Pop, mas predominantemente o sertanejo.
No workshop realizado na última terça-feira, assim como ocorreu nos eventos anteriores, mais uma vez o público lotou a sala da Batera’s School para ver e ouvir a apresentação. Matheuzinho falou sobre seu trabalho em Belo Horizonte e suas diferenças com o trabalho vivido por músicos do Sul do país.
“É muito diferente daqui. É uma cultura sertaneja. É isso que tento passar. Como funciona uma gravação, estar com produtores, o que fazer para ser um bom baterista. Porque hoje não é só tocar, tem muita coisa antes, como, ser um bom profissional, chegar na hora, respeitar o produtor. É isso que tento passar pra galera”, resumiu o gaúcho radicado há seis anos em Minas Gerais.
Matheuzinho é patrocinado pelas empresas Domene Cymbals, Baquetas C. Ibañez, K.A Drum Brasil, Pitt Bull Hard Bags, peles Aquarian e Ear Sound Phones. O workshop teve apoio do Riovale Jornal, Prisma Pró Audio, e C. Ibañez.
Confira em vídeo um trecho da apresentação:















