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Banda Voga: 200 horas no palco durante o ano

A Banda Voga se diferencia de outros grupos musicais em função do repertório, que resgata os clássicos dos anos 60, 70 e 80, valorizando também as músicas dos anos 90 e as mais recentes. A banda toca aquilo que seu público quer ouvir, enfatizando a qualidade musical em suas apresentações. Outro diferencial é que, não importa o dia da semana em que o grupo vai se apresentar, os valores para contratar a banda se mantêm inalterados.

Os números, aliás, são muito importantes para definir o sucesso do grupo santa-cruzense. Em média, a Banda Voga realiza 50 apresentações por ano (praticamente, é feita uma apresentação por semana). Cada show possui um total de quatro horas de duração. “Passamos 200 horas no palco durante o ano”, calcula Gilnei Alex Ellwanger, um dos fundadores e responsável pela banda. Isso sem contar as horas em que o grupo está envolvido em outras atividades, como os ensaios, por exemplo.

Outra característica da Banda Voga é não fazer intervalos nos shows. “Já constatamos que o intervalo é a deixa para o convidado ir embora. Então, o show dura quatro horas sem intervalo”, informa Gilnei. Por hora, são tocadas 20 músicas, totalizando 80 músicas a cada apresentação. E a maioria dos shows acontecem no Rio Grande do Sul, embora a banda já tenha se apresentado em alguns eventos no estado de Santa Catarina.

Muitas das apresentações acontecem na Grande Porto Alegre e na Serra Gaúcha. Inclusive, o grupo já realizou shows na Fronteira, Norte e Noroeste do Rio Grande. “Já tocamos em todo o estado”, afirma Gilnei. “Tocamos em lugares inusitados como Tavares e Mostardas.” A lista de cidades onde a banda trabalhou é bastante extensa: Gramado, Canela, Caxias do Sul, Bagé, Soledade, Passo Fundo, Pelotas, Uruguaiana, Dom Pedrito, São Borja, Três de Maio, Itaqui, Ijuí, São João do Polêsine, Agudo, Restinga Seca e Formigueiro. “Todo o estado mesmo. Aonde nos contratarem, estaremos indo.”

Sobre o segredo do sucesso da Banda Voga nestes 15 anos de trajetória, Gilnei assegura que é possível explicá-lo resumindo em poucas palavras: “O segredo é: não misturar o prazer com o trabalho”. Segundo ele, trata-se de uma definição simples, mas que deixa bem claro a forma de atuação do grupo. “Pode parecer decepcionante, mas não é. Não misturar o prazer com o trabalho, que tudo dá certo.” Conforme Gilnei, por se tratar do meio musical e de apresentações em festas, pode-se “cair em tentação”: “É muito difícil o músico não misturar esses pontos fundamentais (o prazer e o trabalho). Então, quando ele consegue não misturar, é o segredo de tudo”.

Outro segredo da Banda Voga nesta uma década e meia de história artística e musical, é a boa convivência entre os integrantes do grupo. “Qualquer envolvimento humano, deve ter uma boa relação. Graças a Deus, sempre tivemos esse sentimento familiar. Em primeiro lugar, é um ambiente familiar. Isso é fundamental para o sucesso. É essa boa energia gerada, que circula em torno da banda. Graças a Deus, resumindo: é uma família. Não há outra palavra que defina melhor o nosso grupo.”

ALTO NÍVEL TÉCNICO

A Banda Voga se caracteriza por um alto nível técnico musical. “O guitarrista Dilson Trindade é professor de guitarra há 30 anos em Santa Cruz do Sul. Ele foi professor de todos os guitarristas. O Dênis Job, baixista, é cantor de qualquer palco do mundo, um profissional de extrema capacidade. William Bender, gaiteiro e tecladista, é aluno do Carlos dos Reis, em Caxias. Exímio músico, tecnicamente falando, alto nível técnico. O baterista, Régis Zanata, um menino de 21 anos que toca desde os dez anos de idade, excelente cantor, excelente baterista. Todos os nossos cantores são ótimos”, analisa Gilnei.

Um aspecto técnico relevante nos trabalhos da Banda Voga é a atenção especial com os idiomas que estão presentes nas músicas. Como o repertório é diversificado, existe uma preocupação da banda em ser precisa com o inglês, o italiano, o espanhol, o francês, o alemão, ou seja, com todas as línguas que são cantadas nas músicas. Há um cuidado extremo com a pronúncia de cada idioma.

Outro cuidado especial está na execução das músicas, com acordes que Gilnei considera “impecáveis”. “A parte técnica é fundamental”, define o responsável pela Banda Voga. A qualidade técnica é um motivo para que aconteçam grande parte das contratações do grupo, para tocar em diversas festas. As pessoas que contratam a banda, em geral, são pessoas que “curtem música e nos contratam pela parte musical”, define Gilnei.

Para poder integrar a Banda Voga, o músico deve estar preparado para lidar com a diversidade musical do grupo. “A pessoa que consegue tocar nosso repertório, consegue entrar na banda. Não tocamos somente músicas difíceis. Tocamos de Mano Lima até Pink Floyd. Se nos apresentamos em um casamento de origem germânica, nós tocamos a polonaise. Se for de origem italiana, tocamos a tarantela. Tocamos qualquer tipo de música. Então, o pré-requisito é tocar tudo.”

Evandro Weber, Gilnei Alex Ellwanger e Marcos Vinícius da Rosa: trio original da Banda Voga

ORIGENS

O surgimento da Banda Voga ocorreu em função do término das atividades de outro grupo musical: o conjunto Divulgasom, de Candelária, liderado por Celso Rosa. Quando este grupo completou 30 anos, acabou encerrando os seus trabalhos. Três músicos do Divulgasom formaram a Banda Voga: Gilnei Alex Ellwanger, Marcos Vinícius da Rosa e Evandro Weber.

INTEGRANTES DA BANDA VOGA AO LONGO DOS 15 ANOS

Fundadores:

Evandro Weber (vocal)
Gilnei Alex Ellwanger (tecladista)
Marcos Vinícius da Rosa (bateria, vocal)

Fizeram e fazem parte:

Astor Rocha (bateria)
Bianca Goulart (vocal)
Camila Barrios (vocal)
Cristiane D.C. Heck (vocal)
Dênis Job (vocal, baixo)
Dilson Trindade (guitarra)
Guilherme Menz de Athayde (vocal)
Larissa Schuster (vocal)
Marta Pereira (vocal)
Régis Zanata (bateria, vocal)
Robson Luiz da Silva (vocal)
Vanderlei Heck (bateria)
William Bender (gaita, teclado)