
Rosibel Fagundes
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O futuro do Carnaval de Rua de Santa Cruz é incerto. Após dois anos consecutivos sem o tradicional desfile, as festividades de 2019 correm o risco de não sair. Segundo o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Cultura e Turismo, César Cechinato a liberação de valores por parte da Prefeitura para a realização do Carnaval implica em alguns fatores. “O município tem a Lei de Patrocínio, onde todos os eventos culturais são hoje executados de acordo com as regras estabelecidas pela norma. Para a realização do Carnaval ou de qualquer outro evento, dependemos da legislação e das condições orçamentárias da Prefeitura. Tudo deve ser analisado”. Conforme o secretário, o assunto deve ainda voltar a ser discutido em janeiro. “Estamos abertos para conversar com representantes da Associação de Entidades Carnavalescas, ouvir as propostas e debater sobre o assunto. Queremos Carnaval sim, mas um carnaval estruturado”.
No dia 1º de novembro, a Associação protocolou junto a Secretaria um projeto baseado na Lei Rouanet solicitando recursos para a realização do Carnaval. De acordo com o poder público, o projeto encaminhado pela Associação não se enquadra na Lei de Patrocínios de Santa Cruz. O documento de acordo a Prefeitura, não era especifico ao evento de Santa Cruz e abrangia também municípios como Venâncio Aires, Alvorada, Cachoeira do Sul e São Leopoldo. Para o presidente da Associação de Entidades Carnavalescas, Fábio Nunes a falta de interesse por parte dos envolvidos foi um dos fatores determinantes para que não houvesse a viabilização do Carnaval de 2019. “ Para o Carnaval de Rua voltar a acontecer no município tem que haver interesse dos dois lados, das escolas de samba e do poder público. Temos que buscar recursos para festa. Recursos estes, que não sejam somente de captação, mas em esfera federal. E o poder público tem que fazer a sua parte”, finalizou Fábio Nunes.
Sobre a possibilidade de não haver o evento em 2019 o secretário lamenta. “Sou carnavalesco, gosto de Carnaval. Não temos nada contra o evento, muito pelo contrário. Nesta gestão fizemos carnavais muito bons, se não os melhores que Santa Cruz já teve. Tivemos festividades de 2013 a 2016, sendo que em uma das oportunidades realizamos o carnaval regional que contou com a presença de escolas de samba campeãs de Venâncio Aires, Rio Pardo e representantes de Encruzilhada do Sul. A questão para a realização ou não do evento, envolve o orçamento do município”, declarou o secretário Cechinato. Se as partes não entrarem em acordo, Santa Cruz vai sediar apenas o Bailinho de Carnaval da Borges, marcado para o dia 23 de fevereiro. O evento será realizado por empreendedores do município.














