LUANA CIECELSKI
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“Nem parece um hospital”. A frase da presidente da Associação Pró-Ensino de Santa Cruz do Sul (Apesc) e reitora da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Carmen Lucia de Lima Helfer, ao ver as reformas que foram feitas na pediatria do Hospital Santa Cruz (HSC), define bem as características do novo espaço. Depois de passar por uma revitalização, que tem como principal objetivo proporcionar um atendimento mais humanizado às crianças, a pediatria foi reinaugurada na tarde da última quarta-feira, 7 de dezembro.
Toda a revitalização foi feita com base na história de um livro que foi lançado no mês de outubro: Lino, o Anjinho travesso. Foram instalados painéis pelos corredores e portas, adesivos pelas paredes e forro e as placas de sinalização da ala foram todas adaptadas à história do anjinho que cai do céu e vai para um hospital tratar de um ferimento. Além disso, os jalecos dos médicos e enfermeiros passaram a ter o personagem bordado, uma cadeira de rodas com imagem de cachorro – como existe na história de Lino – foi adaptada, e a sala de recreação foi totalmente reformulada.

Tudo isso foi feito, de acordo com a diretora de Ensino e Extensão do HSC, Giana Diesel Sebastiany – que também é autora da história de Lino – pensando em uma proposta mais lúdica. “O que queremos é uma recuperação mais rápida das crianças. Queremos que a estadia no hospital seja menos dolorosa e mais divertida, mais humana”.
A revitalização, no entanto, conforme explicou Giana em sua fala durante a inauguração, está apenas no começo. “Até o momento fizemos o trabalho na parte externa da pediatria, nos corredores e espaços de recreação, mas queremos fazer também nos quartos e enfermarias”, conta. E tudo isso será feito em etapas. Um dos próximos passos é a troca de lençóis dos quartos, de forma a deixar as camas também personalizadas de acordo com a história de Lino.
Para isso, o HSC estará lançando em breve a campanha “Adote um leito”. Através de doações, a comunidade poderá auxiliar na troca progressiva dos lençóis das camas. Cada leito adotado, será um leito adaptado à história. Além disso, o hospital também conta com a parceria de empresas. No caso da revitalização realizada até o momento, as empresas Suldoor, Flexmedia e LupaGraf tiveram papel fundamental.
Lino: volume dois é lançado
Também na tarde de quarta-feira, na oportunidade da inauguração da revitalização, o HSC lançou o segundo volume de histórias do anjinho Lino: a obra intitulada O Natal de Lino & Laila. Como conta Giana, nesse volume Lino e seus amigos tem a missão de descobrir o que as crianças do mundo mais querem e precisam como presente de Natal.
Seguindo o que já vem acontecendo com o primeiro volume, o segundo livrinho também estará disponível para compra, custando R$ 10,00. Dentro desse valor, porém, está inclusa a doação de um livro para as crianças que forem internadas no HSC. Ele pode ser adquirido na Livraria e Cafeteria Iluminura, na Livraria Campus (dentro da Unisc) ou ainda na loja Garatuja.
O objetivo desses livrinhos é fazer com que as crianças leiam as histórias, associem aos personagens que já estão nas paredes e corredores da pediatria e se identifiquem com o anjinho. Dessa forma a estadia no hospital passa a ser mais lúdica também.
Hospital não está à venda
Em sua fala, o diretor do HSC, Vilmar Thomé, destacou que apesar dos ajustes de gastos que tiveram que ser feitos por causa de uma redução de recursos por parte dos governos Estadual e Federal, o atendimento – especialmente das crianças – sempre foi uma prioridade do hospital, e a qualidade dele não diminuiu em nenhum momento. “A Apesc e o HSC jamais deixarão que esse cuidado com as pessoas deixe de existir”, declarou.
Ele também aproveitou a oportunidade para esclarecer o boato de que o Hospital Santa Cruz estaria à venda. “Não está vendido, nem em processo de venda”, garantiu. Ele esclareceu que a instituição teve que passar por diversos ajustes financeiros, sim, mas que a venda não é uma opção nesse momento. “Não há a possibilidade de federalização, porque inclusive há uma PEC de redução de gastos com saúde e educação nos próximos 20 anos, o que torna inviável essa possibilidade. Também não há a possibilidade de o Estado assumir, porque é o nosso Estado, sabemos como ele está e não existe condição para isso. E também não há a possibilidade de outra instituição de saúde nos comprar porque todas estão com dificuldades financeiras, diminuindo leitos e fechando alas”, explicou ele.
Ele também fez questão de garantir aos funcionários, comunidade e imprensa presentes, que se um dia a venda for uma opção, tudo será feito da forma mais transparente possível. “O processo será transparente porque a Apesc sempre agiu dessa forma. Basta olhar nosso histórico pra saber que enfrentamos as situações de frente. Eu não acho que será necessário nada do tipo, mas se um dia for, nós seremos os primeiros a comunicar a todos vocês”, declarou.














