
As ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti transmissor das doenças da dengue, febre chikungunya e zika devem ser intensificadas nos próximos dias no município. É com a chegada do verão que o vilão se prolifera e os riscos de contrair doenças aumentam. Em Santa Cruz, o trabalho funciona de forma constante e conta com nove agentes de endemias e 139 agentes comunitários de saúde que são liderados pela Agência Sanitária de Saúde e pela 13ª Coordenadoria Regional de Saúde (13ªCRS).
De acordo com o coordenador do Departamento Municipal de Ações de Combate à Dengue, David Nobrega, a partir dos próximos dias mutirões deverão ser realizados com maior frequência. “A ideia é realizar ações um dia em cada bairro, como se fosse um dia D”. O último levantamento realizado entre os meses de novembro e dezembro registrou a localização de 22 focos do mosquito em Santa Cruz. O bairro com maior número de larvas foi o Goiás com 13, seguido pelo Avenida com 8. Nesta segunda-feira, 10, o trabalho foi concluído no Renascença. A partir de hoje, as ações se concentram no Bairro Independência. Os resultados finais devem ainda ser emitidos pelo laboratório da 13ª CRS.
Durante as visitas domiciliares os agentes além de buscarem possíveis locais que possam facilitar o acúmulo de água e a reprodução do mosquito, eles também passam orientações e fazem a distribuição de material informativo. Nos locais onde são encontrados pequenos objetos e potes de água, é realizado o tratamento químico. Já em locais onde a infestação é maior como em piscinas, o proprietário recebe uma notificação e corre o risco de ser multado. “Após três dias, uma nova vistoria deve ser feita e se mesmo assim, mantiver o pátio com acúmulo de água e condições favoráveis ao aparecimento de criadouros o morador recebe uma multa.” O valor a ser pago nestes casos corresponde a uma UPM, ou seja, R$ 286,86. Conforme ele, o número de focos do mosquito reduziu bastante se comparado com o mesmo período do ano passado ou com anos anteriores. “O trabalho dos mutirões e a conscientização da população tem dado resultados positivos. As pessoas estão cobrindo os ralos e evitando o acúmulo de lixo e de água”.
Um dos maiores problemas segundo o coordenador é o depósito ilegal de lixo às margens das rodovias. “No Bairro Bom Jesus, por exemplo, é feita a limpeza e retirada do lixo a cada três semanas, mas no dia seguinte tem descarte novamente. Somente uma multa iria resolver o problema. Tem que fazer com que as pessoas entendam que é um caso de saúde pública. Não adianta a Prefeitura fazer a parte dela fiscalizando e orientando se as pessoas acumulam o lixo, pneus e outros objetos no pátio”, ressaltou o coordenador. Ainda conforme ele, a colaboração das pessoas para o trabalho dos agentes é de extrema importância. Em apenas uma residência no bairro Belvedere foram feitas 18 tentativas para entrar no pátio. “ Houve resistência por parte dos proprietários. Agora uma nova tentativa deve ser feita, mas desta vez a entrada vai ser forçada, ou seja, com a ajuda da guarda municipal”, garantiu Nobrega. A população também pode ajudar a denunciar casos de acúmulo de lixo e de água. O telefone para contato é 2109-9526 da ouvidoria da Secretária de Saúde ou 98443-0312 da ouvidoria da Prefeitura. Tem ainda o telefone da Vigilância Sanitária que é o 3715-1546.














