
Rosibel Fagundes
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De acordo com a Organização Mundial da Saúde ( OMS), no Brasil existe atualmente cerca de 1,6% de doadores de sangue, ou seja, são 16 a cada mil habitantes que doam sangue. O percentual ainda é baixo para os parâmetros da OMS, ou seja, menos 1% da população. O ideal segundo a entidade, seria 3% da população. Neste sentido, o Ministério da Saúde tem trabalhado para ampliar o número de doadores. Diversas campanhas têm sido feitas em todo o país para estimular a população a doar sangue. Em Santa Cruz, o Banco de Sangue Hemovída tem tido bons resultados. Desde setembro do ano passado, o número de captação sanguínea tem sido maior do que o de transfusão.
Para o enfermeiro responsável pelo Hemocentro, Mateus Antunes, o período de férias tem favorecido bastante a procura. “Nosso estoque está acima da média de capacidade. O período é bom, estamos tendo uma boa captação. Tem pessoas que nos procuraram a cada dois meses para doar.” O hemocentro que funciona no prédio do Hospital Santa Cruz, atende além desta casa de saúde outros cinco hospitais: Ana Nery, Vera Cruz, Vale do Sol, Sinimbu e Monte Alverne. Conforme o enfermeiro, atualmente eles possuem capacidade para atender de 15 a 20 pessoas diariamente. A coleta é feita através de agendamento. Em casos de captação de Aférese de plaquetas (ou plaquetas por aférese), para pacientes com leucemia, o banco de sangue dispõe de doadores cadastrados como explica o enfermeiro. “Nestes casos, a doação demora um pouco mais que a normal, em torno de 60 a 120 minutos, e a pessoa precisa se programar. Diferente da doação simples, onde o procedimento dura cerca de 10 minutos”. Ele ainda destacou que os tipos sanguíneos mais comuns, O positivo e A positivo, são os mais doados. Apesar dos negativos também terem uma boa captação.
Embora o estoque de sangue esteja bom nesta época, contudo, há fatores que fazem diminuir o número de doações durante o ano: como a chegada do inverno onde o número de doações tende a ficar mais baixo e o número de transfusões, cirurgias de grande porte e tratamento de doenças crônicas e câncer aumenta, o que torna a doação indispensável. “Nestes ciclos temos dificuldade em manter o estoque de sangue. Desta forma, sempre destacamos a importância da assiduidade na doação”, reforçou Antunes. Para o enfermeiro, o gesto voluntário de doar sangue e “salvar vidas”, acontece muitas vezes quando a pessoa tem alguém próximo que necessita de doação. “A maioria dos doadores tem o intuito de ajudar um parente ou amigo e tudo começa através deste vínculo emocional . No entanto, muitos seguem doando depois. E o que era para ser um gesto único se torna um hábito”, finalizou Mateus Antunes.
Para doar sangue é preciso ter entre 16 e 69 anos, estar bem de saúde e ter mais de 50 kg. Também é importante estar alimentado e não ter ingerido bebida alcoólica 12 horas antes da doação. Algumas situações podem impedir a doação como: gripe ou febre; gravidez ou amamentação; cirurgia de grande porte há menos de 6 meses; e ter comportamento de risco em relação à AIDS; além do fato de ter hepatite após os 10 anos de idade.
A coleta de sangue funciona diariamente de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 13h. Informações e agendamentos pelo telefone (51) 3056-2103.














