
Rosibel Fagundes
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A fim de reduzir o número de cães contaminados com leishmaniose visceral canina, a Prefeitura de Santa Cruz vai investir em uma campanha para prevenir a doença em humanos e conter a expansão entre os animais. A leishmaniose é uma doença infecciosa causada por parasitas que infectam os animais. A transmissão para cães é feita pela fêmea do mosquito popularmente conhecido por mosquito palha, que pica o animal e em seguida, a vítima.
Conforme o Secretário Municipal de Saúde, Régis de Oliveira Junior, somente no período entre 2017 e 2018 a Vigilância Sanitária de Santa Cruz notificou 377 casos de animais contaminados com a doença. Destes, 36 tiveram o diagnóstico positivo. Nos últimos dias, oito novas notificações foram encaminhadas à Vigilância Sanitária do Estado. Diante da situação, a Prefeitura através de uma parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Saneamento e Sustentabilidade adquiriu 400 coleiras que irão funcionar como prevenção para evitar que os cães sejam picados pelo mosquito. O material que deverá chegar ao município em dez dias será distribuído a famílias de baixa renda que possuem cães contaminados, como explica o secretário. “Toda a vez que um animal apresentar os sintomas da doença ele será submetido a um teste rápido e receberá uma coleira”. O acessório que dura seis meses é impregnado de inseticida e tem a função de espantar e matar o mosquito vetor da doença. O método também exclui a prática da eutanásia dos animais contaminados. O investimento total com a aquisição das coleiras, a aplicação dos testes rápidos e o custo em materiais da campanha publicitária será de R$ 100mil. O secretário de Saúde alertou ainda, que “para prevenir a leishmaniose antes de tudo é preciso que a população saiba quais são os sintomas da doença para que procurem ajuda o mais rápido possível”, acrescentou. Nos animais, os sintomas são febre forte e irregular, que desaparece em quatro semanas, emagrecimento acentuado, escurecimento da pele e fraqueza.
Durante o anúncio da campanha que será lançada em breve, o titular da pasta citou como exemplo o caso do cachorro “Cabeção”. O animal que pertence a presidente do Legislativo, Bruna Molz (PTB) e, é símbolo da luta contra os maus-tratos, foi diagnosticado com leishmaniose. De acordo com Bruna, a doença é muito grave e difícil de ser diagnosticada. “Ele deveria estar com a doença há pelo menos um ano. Perdeu a visão, as unhas cresciam muito rápido e teve anemia que foi tratada por um bom tempo, pois não sabíamos o motivo”. Nas redes sociais, Bruna elogiou a iniciativa da Prefeitura e citou “Cabeção tem uma missão muito forte aqui na Terra..as coisas que acontecem, boas e ruins, com certeza não são em vão..força meu amor!”.














