O cartão de visitas do atleta Fabiano Peçanha em forma de trabalho. O atleta tomou posse nesta semana como membro da Comissão de Atletas do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e apresentou algumas ideias para serem discutidas no grupo. A posse ocorreu na terça-feira, 26, pela manhã, na sede do COB, no Rio de Janeiro, enquanto que à tarde, houve a primeira reunião da comissão, com a participação dos presidentes das confederações dos esportes olímpicos.
Peçanha levou algumas reivindicações dos atletas. Uma delas é a padronização do índice da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) para a classificação à Olimpíada. Segundo o atleta, em outros países, são exigidas as marcas da Associação Internacional de Atletismo (IIAF), enquanto que no Brasil são tempos próprios, muitas vezes bem mais difíceis de alcançar, sob a alegação de levar um grupo mais forte.
“No ano passado, nos Jogos Olímpicos de Londres, muitos brasileiros ficaram de fora porque o índice exigido pela CBAt era muito mais forte do que o exigido nos padrões mundiais. Assim, teremos atletas menos experientes no Rio de Janeiro daqui a três anos – diminuindo as chances de medalha -, quando não vai existir a exigência de índice pelo fato do Brasil ser a sede e, automaticamente, três atletas por prova estarão presentes. Vai ter gente entrando no estádio lotado para fazer sua prova na Olimpíada e vai tremer por nunca ter passado por algo assim”, explica Fabiano Peçanha.
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Fabiano Peçanha tomou posse nesta semana como membro da Comissão de Atletas do Comitê Olímpico Brasileiro
Outro ponto que será defendido pelo fundista será o investimento em pesquisa e tecnologia para aprimorar os talentos existentes atualmente no Brasil e que estarão nos Jogos do Rio de Janeiro. “Hoje as confederações e, tomo como exemplo a de atletismo, não sabe o estágio dos atletas, pois não mantém nenhum programa de relacionamento. Então, deve recrutar os dez melhores atletas em cada modalidade e fazer um acompanhamento mais próximo, nem que para isso seja preciso buscar técnicos ou tecnologia em outros países para que possamos aprimorar os nossos atletas. Isso vale tanto para a parte técnica, física, nutricional ou médica”, observa.
Descoberta
Ainda na área de atletismo, Fabiano Peçanha levou ao COB o projeto do Peçanha´s Runner´s – Teste de Velocidade, programa que pode ser utilizado a médio e longo prazo na descoberta de talentos. “Essa pista poderia muito bem circular pelas escolas do Brasil para a descoberta de novos atletas, tanto para o atletismo, como para outros esportes”, observou Fabiano.
O atleta pretende ainda usar a sua influência na comissão de atletas para ser um interlocutor do atletismo santa-cruzense no Comitê Olímpico, e quem sabe, conquistar a tão sonhada pista sintética para ser instalada na cidade. “Vou difundir o nosso potencial para conhecerem nossa realidade e ver que, tanto eu, como a Sabine (Heitling), que é outra atleta que pode estar nos Jogos do Rio, treinamos sem a mínima estrutura necessária. E isso com certeza pode favorecer o município”, completa.














