Lucas Uebel/Grêmio

Zé Roberto sofreu preconceito na adolescência
O Grêmio está engajado pela igualdade e pelo respeito na convivência entre todas as pessoas envolvidas com o futebol. Obedecendo a nova resolução da Fifa sobre a luta contra o racismo e a discriminação, os departamentos de Futebol e de Formação do clube estenderam a todos os atletas as diretrizes que devem ser seguidas nos gramados. Diversos estudos tratam das questões sociais que envolvem o futebol e dão conta da estreita relação dos comportamentos particulares do indivíduo refletidas na sua torcida pelo clube do coração que, por vezes, ultrapassa a razão e o respeito ao próximo. Dessa forma, essa resolução visa punir não só atletas, mas torcedores e até mesmo os clubes quando atos de discriminação forem identificados.
O executivo de futebol Rui Costa comenta sobre o contexto que envolve a questão no futebol e chama o torcedor a se engajar nesta campanha. “Eu queria convidar o torcedor do Grêmio a participar ativamente desta campanha conosco, deste legado de vida, que é impedir qualquer forma de racismo, seja no futebol ou em outro ambiente. Nós do Grêmio temos muito preocupação em relação a isso. O futebol não pode compactuar com o racismo. O torcedor do Grêmio é miscigenado e está acostumado a torcer por três cores”, firmou.
Zé Roberto, capitão gremista e um dos mais experientes do atual elenco, com passagens pela Europa e Oriente Médio, falou sobre a questão do racismo. “Na minha carreira de 21 anos como profissional nunca passei por situações de racismo no futebol. Morei e joguei por 14 anos fora do Brasil. A única vez que sofri preconceito foi na minha adolescência. Em entrevista de emprego fui aprovado, mas no dia da minha contratação não me aceitaram por causa da cor da minha pele. Mas esse episódio faz parte do passado”, salientou.
Tanto os atletas do grupo profissional do Tricolor, quanto os jogadores das categorias de base, tiveram contato com as normativas. A iniciativa serve como medida de conscientização de um grande problema enraizado na sociedade. O trabalho tem caráter educativo, principalmente junto aos mais jovens.
O coordenador geral executivo do Departamento de Formação, Junior Chávare, ressaltou a importância de instruir os mais novos sobre o assunto. “Nossa função não é apenas formar os meninos como atletas, mas, antes de tudo, como cidadãos. Essa questão depende da conscientização de todas as pessoas para que atitudes deste tipo não se repitam. O Grêmio recebe atletas das mais diferentes raças e deve ser protagonista na prospecção desta nova normativa que a Fifa está estendendo ao futebol”, frisou.














