Júlio Mello
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O clássico entre Avenida e Santa Cruz, no domingo, foi sensacional e arrepiante. Muita gente no Estádio dos Plátanos e uma “guerra” dentro de campo. No fim, empate em 1 a 1. Também teve polêmica fora das quatro linhas. Ou seja, um clássico para ficar marcado na história deste confronto único da nossa cidade. O Galo entrou em campo com quatro vitórias seguidas e o desejo era de vencer o seu maior rival e disparar na liderança do seu grupo. Nada disso aconteceu, pois o Avenida, apesar da irregularidade no campeonato, entrou determinado a não perder o jogo e foi justamente isso que aconteceu. Fez um primeiro tempo ruim, onde o Santa Cruz levou perigo com Éder Machado e Teda, em duas chances que acabaram não se convertendo em gol. O Periquito teve apenas uma jogada com Miro Bahia.
No segundo tempo, as coisas se inverteram e o visitante melhorou e ganhou o meio-campo. Depois da entrada de Alexandre e Bocha, o torcedor se encheu de confiança. Na primeira vez que pegou na bola, Alexandre fez grande jogada, que acabou no gol de Miro Bahia, com a participação decisiva do volante Wellington, que bateu cruzado. Minutos depois, o árbitro da partida, Éder Zanella, muito contestado marcou pênalti duvidoso, onde ele viu que a bola teria tocado na mão do zagueiro Altair. Em seguida, aconteceu a expulsão do volante Carlos Alberto, que já tinha amarelo e levou o segundo por uma falta no lado direito do campo. Com um a menos, o Periquito se defendeu até o apito final.
O Santa Cruz pega o Inter em Santa Maria e o Avenida recebe o Brasil de Farroupilha nos Eucaliptos nesta quarta-feira (ambos os jogos às 20h30).
Fotos: Júlio Mello
Miro Bahia (esquerda) foi o melhor em campo
O goleador Éder Machado deixou a sua marca
No sorteio, Galo levou o troféu da Oktoberfest
Confusão no final
O volante Bocha não gostou da atitude do ala-direito Tiago Rannow em campo e foi tirar satisfações no final. Mais jogadores entraram nos empurrões e o árbitro anotou cartão vermelho para Tiago e num primeiro momento para Clodoaldo, que nem estava em campo. Ele havia sido substituído no intervalo e ficou se tratando no vestiário. O presidente Jair Eich cobrou postura da arbitragem que voltou atrás e retirou o cartão de Clodoaldo e dando para o meia Maurício, outro que não estava em campo.
Torcedor de parabéns
O clássico marcou a presença de um dos maiores públicos já vistos em partidas entre os dois maiores clubes da cidade. Foram mais de 2.500 pessoas presentes ao jogo. Deram um show de animação. Cada uma delas vibrou uma vez com os gols de Miro Bahia e Éder Machado.
Técnicos não gostaram do árbitro
Uma pessoa em si levou toda a carga de reclamações de jogadores, direções e comissões técnicas. O árbitro Éder Zanella foi o alvo de muitas críticas. O técnico Régis Amarante reclamou muito: “Ele deu um pênalti que não foi e não deu um pênalti no Alexandre. Também não expulsou o Tiago, quando este agrediu o Alexandre”.
Do outro lado, Tonho Gil não deixou por menos: “Tivemos dois lances de pênalti que ele também não marcou, um no Lelo e outro no Marquinhos”. O homem de preto não agradou mesmo.
Houve confusão no final do clássico Ave-Cruz
Galo 1 x 1 Periquito
Santa Cruz do Tonho Gil teve: Juliano; Tiago Rannow, Caio, Teda e Márcio; Felipe, Diego Borges (Natan), Bruno Flores e Matheus Kappel (Marquinhos); Geison (Lelo) e Éder Machado
O Avenida de Régis Amarante jogou com: Vanderlei, Elias, Sérgio Rafael, Altair e Vinícius; Carlos Alberto, Márcio Tinga, Wellinton (Bocha) e Miro Bahia; Clodoaldo (Anderson Oliveira) e Fernando Gaúcho (Alexandre).
Divisão de Acesso – classificação
Grupo A
1) Esporte Clube Internacional: 10
2) Esporte Clube Avenida: 7
3) Tupi Futebol Clube: 7
4) S.E.R. Panambi: 6
5) Santo Ângelo: 4
6) União Frederiquense: 1
7) Riopardense: 0
8) Canoas: 0
Grupo B
1) Santa Cruz: 13
2) Marau: 13
3) Ypiranga Futebol Clube: 13
4) Brasil/Farroupilha: 11
5) Riograndense: 9
6) Glória: 7
7) Cerâmica: 6
8) Associação Nova Prata: 5














