Foto: Julian Valiente – CANOB Oficial

Grêmio e Newell’s empataram em 1 a 1. Ou será que o Grêmio venceu por 1 a 1?
Para quem quer ser campeão da Libertadores, um grande teste é jogar na Argentina. Não é novidade para o Grêmio, que já conquistou diversas vitórias por lá. O Tricolor já derrotou o Boca Juniors e o River Plate em Buenos Aires. Então, o Newell’s em Rosário seria uma “papinha”? Claro que não. Na verdade, este é um time contemporâneo do Tricolor, e a experiência na Argentina é nova. Mas, para o clube e a instituição Grêmio, há sim uma trajetória que lhe permite incutir, nas mentes dos jogadores, algo que é fundamental: a cultura de Libertadores.
E, nesse aspecto em particular, o Newell’s fica em desvantagem pois não possui a mesma tradição do Grêmio no maior torneio do continente. O Newell’s nunca foi campeão da América, enquanto o Tricolor é bicampeão. De certa forma, isto se traduziu nos dois jogos entre os dois clubes. O Grêmio se impôs em ambas as partidas. É bem verdade que empatou as duas partidas. Mas há empates e empates. O Tricolor jogou melhor ambas as vezes e, nesta quarta, em Rosário, viveu uma situação de enorme adversidade: levou um gol aos 33min do segundo tempo, quando tudo se encaminhava para um 0 a 0 satisfatório.
A derrota poderia mudar tudo. Não só o placar era desfavorável como também a tabela do Grupo 6 da Libertadores entrava em metamorfose preocupante. Mas, no apagar das luzes, surgiu um clarão: o zagueiro Rhodolfo aparecia na área adversária e cabeceava para decretar o 1 a 1 definitivo e, mais do que isso, a superação de um grande teste. Sem falar que a classificação à próxima fase, nos dois últimos jogos, poderá acontecer com dois empates. Mas o Grêmio vai “por mais”: é o líder do grupo e tem tudo para terminar nesta colocação, garantindo vantagem para as fases seguintes.
O gol de Rhodolfo é o típico “momento Grêmio”, da possível morte à vida plena (num instante). No final do jogo, com a cara do Grêmio. (Nelson Treglia)














