Urgel Souza/Ajusc

Rafael Hirooka ensina japonês dentro do projeto Judô Cidadão, da Ajusc/Unisc
Alunos da Associação de Judô Santa Cruz (Ajusc/Unisc) contam com uma atividade inédita nas academias gaúchas de judô: aulas de japonês. Além de expressões relacionadas com o esporte típico da Terra do Sol Nascente, os judocas têm contato com a cultura e os valores japoneses. A atividade envolve em torno de 30 crianças de um projeto social da Ajusc da localidade de Rio Pardinho. O professor é o jovem Rafael Hirooka, de 17 anos. No entanto, mesmo com a pouca idade, Rafael tem boas credenciais para repassar a língua japonesa. Além de ser descendente japonês de quarto grau, ele chegou a morar no Japão em 2007. De volta ao Brasil, manteve a preocupação em estudar a língua oriental. “Meus pais sempre me motivaram a continuar estudando. Quando a gente voltou pro Brasil em 2009, eu segui estudando. Em 2011, com o japonês que eu tinha, eu passei em um concurso de intercâmbio e pude passar mais um mês no Japão, de graça”, conta. Além disso, Rafael ainda ingressou na escola Kumon, na cidade de Americana, São Paulo. “Lá, eu recebi o certificado do curso de japonês para brasileiros”, diz. O jovem ainda voltou ao Japão em janeiro – desta vez, a passeio, guiando e orientando familiares.
FERRAMENTA EDUCACIONAL
A ideia de proporcionar aulas de japonês surgiu há cerca de um mês e meio. O pai de Rafael, o sensei (professor, em japonês) da Ajusc, Paulo Sérgio Segatelle, sugeriu ao filho que ministrasse aulas de japonês em um projeto social da entidade. A proposta teve aprovação imediata não só do filho, mas também da direção da Ajusc. O diretor da associação, Carlos Eurico Pereira, diz que ensino da língua japonesa amplia os ensinamentos proporcionados pelo judô. “Não queremos somente ensinar judô, mas usar o judô em todas suas possibilidades como ferramenta educacional, e o ensino de uma língua nova vem de encontro a este intuito de ampliar os horizontes das crianças e adolescentes atendidos pelo nosso projeto Judô Cidadão”, explica. Pereira disse ainda que este é um projeto piloto e pode ser expandido. “Caso a ideia continuar dando certo, queremos ampliar e envolver mais crianças em breve”, finaliza.














