Início Geral "Celebrando Uma Herança Cultural" será o tema em 2014

"Celebrando Uma Herança Cultural" será o tema em 2014

Agência Assmann

Jubileu de pérola vai abordar, entre outras, os bailes típicos

Santa Cruz do Sul (RS) – Neste domingo, 13, último dia da 29ª Oktoberfest e Feirasul, a Associação de Entidades Empresariais de Santa Cruz do Sul (Assemp) e a Prefeitura de Santa Cruz, parceiras na organização dos eventos, anunciaram a data e o tema da próxima Festa da Alegria, durante a solenidade de encerramento da 29ª Oktoberfest, no Pavilhão Central. A 30ª Oktoberfest, que vai comemorar o Jubileu de Pérola da maior festa alemã do Rio Grande do Sul, será realizada de 8 a 19 de outubro de 2014, tendo como tema “Celebrando uma herança cultural”.
A data escolhida, na segunda semana de outubro, leva em consideração o segundo turno das eleições estaduais e federais, cujo pleito será realizado dia 5 de outubro. Já o tema, pesquisado pelos professores Maria Luiza Rauber Schuster e Nestor Raschen, reforça os temas trabalhados nas últimas edições dos eventos. “Celebrar e festejar a herança que nos foi legada é tornar importante quem nos antecedeu. E a Oktoberfest celebra as conquistas dos imigrantes alemães nesta região”, destacam os professores.

O TEMA:

As terras desocupadas da margem do Rio dos Sinos recebiam há 190 anos, os primeiros 39 imigrantes alemães em busca de vida melhor e um pedaço de chão para chamar de seu. Ali se instalaram, trabalharam e cresceram. Muitas outras levas vieram e foram se instalando em solo gaúcho.
Em 1849, inaugurando a segunda fase de imigração alemã na Província de São Pedro, era criada a Colônia de Santa Cruz. Nas terras devolutas no Faxinal de João Faria chegaram os primeiros 12 imigrantes que traziam, além de muitos sonhos e vontade de trabalhar, também, sua cultura e muito conhecimento que foi passando de geração em geração. Seu jeito de trabalhar, produzir, viver, celebrar, comemorar e preservar ficou entre nós.  As ideias foram ganhando vida e transformando o espaço.
No trabalho dos imigrantes destaca-se a ajuda mútua e a cooperação. Quando o vizinho precisava de ajuda o outro estava ao seu lado. Assim conseguiram superar as enormes dificuldades de seu tempo. O desenvolvimento de hoje é fruto desta história.
A Colônia de Santa Cruz recebeu imigrantes alemães, que organizaram suas propriedades e deram origem aos minifúndios, pequenas propriedades familiares, onde se produziu de tudo, fazendo a diferença na economia local. Nasceram ali as agroindústrias, que enriquecem o cardápio com as delícias que produzem. No trabalho, na nova terra, depositaram a esperança de uma vida melhor.
A economia de Santa Cruz foi aos poucos tomando forma com as indústrias que nasciam. A Estação Férrea, quando de sua inauguração em 1905, foi a alavanca para o progresso econômico da recém decretada cidade de Santa Cruz. O trem ia e vinha trazendo passageiros e muitas riquezas. Ficou mais fácil levar os produtos da terra para comercializar na capital do Estado.
O cultivo de flores, os belos jardins, a casa organizada são heranças maravilhosas de um tempo em que se dava valor ao bom, o simples e o belo na família. Era orgulho da mulher alemã receber os elogios das visitas pelo capricho no quintal e na casa.
A família dedicava-se também aos valores religiosos, ao cultivo de música, ao respeito do outro, à solidariedade e a construção de escolas, hospitais e igrejas, conforme as suas possibilidades. O bem comum tinha o seu valor.
Há 30 anos, era comemorada a primeira Oktoberfest que desde então, enche Santa Cruz do Sul de muita alegria e resgata em seus eventos, a cultura do povo que a colonizou. As danças folclóricas alemãs, embaladas pelas músicas típicas, dão a dimensão da alegria.
A Oktoberfest celebra as conquistas dos imigrantes alemães nesta região. Muitos turistas, de várias cidades gaúchas, brasileiros e do exterior se integram nos festejos que são de pura alegria. Nos desfiles, a festa vai ao encontro da comunidade e demonstra o legado que recebemos, com a participação de muitas pessoas.
Voluntários trabalharam e trabalham, incansavelmente, para que a festa seja melhor a cada ano, deixando seus afazeres, para colaborar com a maior festa da comunidade santa-cruzense.
Celebrar e festejar a herança que nos foi legada é tornar importante quem nos antecedeu neste solo e traçou os primeiros projetos, as primeiras ideias desta, que é hoje, nossa maravilhosa cidade. (Texto: professores Nestor Raschen e Maria Luiza Rauber Schuster)

Agência Assmann

Danças alemãs e bailes animados por bandinhas fazem parte da herança cultural

Coordenação avalia a Festa da Alegria

Cristiano Silva
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Em entrevista coletiva realizada na tarde de domingo, 13 de outubro, o presidente da 29ª Oktoberfest e Feirasul, Léo Schwingel, juntamente com o presidente da Associação de Entidades Empresariais de Santa Cruz do Sul (Assemp), Flávio Haas, revelaram que os números oficiais da Oktoberfest de 2013 serão divulgados amanhã, 16 de outubro. “Vamos divulgar o número total de pagantes e o consumo de comida e de bebida do evento”, revelou o presidente. Segundo Schwingel, o público pagante pode alcançar e até superar o de 2012, quando 134,1 mil pessoas visitaram a festa.
Além da informação, o presidente da Festa da Alegria tratou de avaliar a edição de 2013. Segundo Léo Schwingel, o espaço Brahma Haus foi uma das positivas mudanças na edição de 2013: “O local recebeu, em média, 2,5 mil pessoas por noite, sendo um dos grandes acertos desta edição”, destacou o presidente que elogiou também o segundo Desfile Noturno, que inclusive já está confirmado para o ano que vem.
Segundo Schwingel, nesta edição da festa não ocorreu shows nacionais nos sábados, pois o público da Oktoberfest, em sua maioria, comparece nas festividades pelas atrações de bandas e grupos folclóricos. “Não sentimos falta destas apresentações nesses dias. O que iremos analisar para o próximo ano são os shows no domingo”. Outro ponto positivo foi a Vila Histórica Germânica, que destacou o potencial da agroindústria familiar. Segundo o presidente, houve casos de tendas de produtos coloniais que acabaram e precisaram ser produzidos novamente às pressas pelos comerciantes, devido a grande procura.
Para a próxima edição, segundo Léo Schwingel, algumas questões precisam ser revistas, como por exemplo, os espaços cedidos para as cervejarias locais no Parque da Oktoberfest. Outra questão levantada pela comunidade foi explicada por Schwingel: o traje típico com entrada gratuita. Segundo o presidente da 29ª edição da Oktoberfest, a mudança aconteceu por questões econômicas.
Segundo o presidente da Assemp, Flávio Haas, a 29ª Oktoberfest foi resultado de muito trabalho realizado por centenas de pessoas, com a intenção de valorizar a cultura germânica.