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Dá tempo de se cadastrar no programa Minha Casa Minha Vida

DECOM/PMSCS/Divulgação

Cerca de 40% das obras estão finalizadas

A safrista Daiane Cristine dos Santos, 30 anos, não vê a hora de se mudar de casa. A residência onde mora com o marido e os três filhos pequenos – Samuel, 3, Cauã, 7, e Kellen, 12 – está em área de risco, sob uma rede de alta tensão e já recebeu um laudo da Defesa Civil do Município. Daine é uma das fortes candidatas a serem beneficiadas pelo Programa Minha Casa Minha Vida – Residencial Viver Bem.
A família vive no mesmo local há cerca de 12 anos e como se não bastasse o perigo iminente de uma descarga elétrica, somam-se agora os alagamentos que têm sido frequentes em períodos de fortes chuvas. “A rua fica intransitável, tá horrível, ainda não perdi móveis, mas a água já bate na porta”, disse.
Em setembro de 2013 Daiane e o esposo inscreveram-se no Programa Minha Casa Minha Vida, na esperança de serem contemplados com uma das 922 unidades habitacionais que estão sendo construídas no bairro Dona Carlota. “Tô orando a Deus para que me dê uma casinha. Rezo todo dia”, conta ela.
Beneficiária do Programa Bolsa Família, quando não está na safra, Daiana sobrevive com o dinheiro das faxinas que faz e mais com os ganhos do marido que trabalha como servente em uma firma de artefatos de cimento. “A gente se vira, vai dar para pagar as prestações”, afirma.
Conforme a vice-prefeita e secretária da pasta, Helena Hermany, quem não compareceu à secretaria no ano de 2013, mesmo que já tenha feito cadastro em anos anteriores, deve se apresentar novamente para atualizar o CadÚnico e levar a documentação completa para inscrição no programa habitacional. Novos inscritos também estão sendo aceitos, desde que atendam aos critérios definidos.

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Daiane com o filho Samuel: “Tô orando a Deus para que me dê uma casinha. Rezo todo dia”

Terão prioridade famílias residentes em áreas de risco ou insalubres que tenham sido desabrigadas, em casas com condições de inabitabilidade; famílias com mulheres responsáveis pela unidade familiar; famílias constituídas por pessoas com deficiência e/ou idosos; famílias que não tenham imóvel ou financiamento habitacional; famílias que tenham filhos ou dependentes menores de 18 anos, priorizando situações de emergência e/ou interdição da Defesa Civil.
Quase 75% das 922 unidades habitacionais serão destinadas a famílias que atingirem de 5 a 6 critérios, 3% serão destinadas a idosos, outros 3% a deficientes físicos e o restante será distribuído através de sorteio. Segundo Helena, a equipe do CadÚnico realizou o mapeamento completo das áreas de risco no município e foi em busca das famílias para conscientizá-las a se inscrevere no programa. “Fomos de casa em casa, conversando com as pessoas, explicando que elas precisam se inscrever no programa para viverem em locais mais seguros, com condições mais dignas”.

Documentação necessária para inscrição
(Apresentar de todas as pessoas que moram na casa)
– Documento de Identidade
– CPF
– Título de Eleitor
– Carteira de Trabalho
– Para beneficiários do INSS, apresentar comprovante de renda, emitido pelo INSS
– Registro de nascimento dos filhos menores
– Atestado de frequência escolar atualizado das crianças até 17 anos
– Registro de casamento (para os casados) ou certidão de nascimento do titular e do cônjuge (para os solteiros), certidão de casamento com averbação (para separados ou divorciados), a certidão de óbito do cônjuge (se viúvos)
– Comprovante de residência (conta de luz, água, telefone, contrato de locação ou correspondência no nome do titular ou cônjuge)
– Para atualizar o Cadastro Único: O Cadastro Único está localizado na Rua Coronel Oscar Jost, 1576, junto ao Poliesportivo. Horário de atendimento: segunda a quinta-feira, das 7h45min às 11h e das 13h30min às 16h.

Loteamento Viver Bem está com quase 40% das obras concluídas

Com previsão de entrega no segundo semestre deste ano, o Loteamento Viver Bem está com quase 40% das obras finalizadas. Quem transita pela BR 471, enxerga do alto da rodovia que passa pelo bairro Dona Carlota, uma infinidade de casinhas coloridas que estão dando nova vida a zona sul do município.
São 922 unidades habitacionais, construídas através do Programa Minha Casa Minha Vida, parceria do Governo Federal, Prefeitura de Santa Cruz do Sul e Caixa Econômica Federal, para famílias com renda mensal de até R$ 1.600,00. As casas são de alvenaria, com dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço – algumas adaptadas para pessoas com necessidades especiais. As famílias contempladas para o financiamento pagarão uma prestação mínima de R$ 25,00 e máxima de R$ 80,00, ou 5% da renda familiar mensal comprovada, durante o período de 10 anos. Após a conclusão das casas a prefeitura fará investimentos em áreas de convivência, como quadras esportivas, academias ao ar livre e outros.

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Casas estão dando nova vida a zona sul do município

Como explica a secretária, assim que 40% das obras estiverem concluídas e o número de cadastros aptos chegar a 1200, terá início uma nova etapa do programa: o trabalho social. Ela qualifica a etapa como fundamental para que as pessoas desenvolvam um sentimento de pertencimento ao local onde vão morar e possam viver em comunidade de forma harmônica. “Essas pessoas não estão recebendo apenas quatro paredes, porque uma casa não é isso, é um lar, envolve os laços emocionais que se cria com a comunidade. Para viverem em harmonia os moradores precisam cuidar desse novo lugar, sentir que o espaço é seu e é de todos também”, disse.