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Enjaulados: nós, vós e eles

Parafraseando um filme que assisti  e  considero um ícone (mesmo sendo radical), referindo-se a alunos e professores, diretores, escola pública, independente do país em que educamos, do tipo de alunos e pais que lidamos, retiro uma lição importantíssima para a lida diária dos professores com os mais diversos tipos de GENTE que pretendemos fazer dos mesmos os nossos substitutos futuramente: Quem serão nossos presidentes, governadores, dentistas, médicos, enfermeiros, engenheiros, enfermeiros? A quem estamos dirigindo nossas palavras e ensinamentos? Com essa era digital, tudo pronto, tudo retirado da internet, “prontinho da silva”, quem usará o cérebro para aprender de verdade e administrar nossa sociedade? Precisamos rever conceitos e reavaliar nossa metodologia de ensino: Usar a linguagem atual para reverter valores já considerados ultrapassados. E como? Utilizando da maior ferramenta já existente: o exemplo vivo: Nossas experiências, nossa vida, como foi em nossa época de estudante, onde buscávamos o saber (nos livros, nos temas de casa, no prestar atenção nas aulas , nas falas dos professores, nas cobranças dos pais e responsáveis..).

Atualmente percebo que perdemos o controle do que queremos que aprendam e para que aprendam…estamos quase uma ilha…precisamos de barcos que nos levem para resgatar o que está perdido e distante. Há uma ponte entre o NÓS e ELES! Nós, os mestres, eles, os alunos e pais (VÓS)! Caso não construirmos uma ponte para aproximarmo-nos, estaremos realmente ilhados e o nosso futuro estará em jogo. Ganha mais quem perde menos…O que nos protege? Quem os protege? Quem ampara ambos? Os governantes, a sociedade, os pais. É deles que esperamos atitudes para reciclarmos o que está acontecendo atualmente, é deles que esperamos respostas, pois nós, enquanto professores, estamos fazendo nosso papel. E ELES? Estarão? Queixam-se das escolas, das notas, dos professores, da escola… e tomam conta do filhos? E o governo (municipal e estadual), toma conta do que é de sua alçada?
Caso não haja esta ponte, haverá sempre uma ilha perdida, sejamos nós, os mestres, sejam eles os inocentes desamparados. Nosso futuro será uma incógnita…Devemos estar atentos para que nossa profissão não seja mais um “elemento natural em extinção”.Só é professor quem nasceu com o dom de ser mestre, de ter em si mil e uma utilidades, ser polivalente, ser o todo em um! Ninguém vai ser mestre pelo salário ou por regalias (isso não existe, apesar de muitos pensarem que as férias são o melhor negócio). O que se passa na sala de aula, nas diferenças dos  800 seres  que passam por nossas mentes e mãos, mensalmente, para quem trabalha 60 horas, é algo que só quem o faz sabe! Culminando com um dito popular e sábio: “Em terra de cego, quem tem um olho é rei!” Quem tem o olho agora? NÓS, VÓS ou ELES? Parabéns a todos os colegas de profissão que ainda estão na batalha por um mundo melhor, assim como eu! Persistentes, perseverantes, idealistas, gente que é GENTE e que ainda acredita num mundo melhor do que já tivemos (apesar das estatísticas). Feliz dia dos ENJAULADOS! Feliz dia dos MESTRES! Feliz dia dos PROFESSORES, caros colegas de guerrilha contra o mal! Sejamos sempre a ponte e não a muralha! Saibamos a diferença entre enjaular e libertar! Não depende só de NÓS, e sim de VÓS e ELES! Façamos nossa parte antes que seja tarde, haverá um tempo em que todos pretenderão trabalhar  em outra área..que não seja ambígua!
 
Dislaine de Siqueira Spengler


Divulgação/RJ