Início Geral Manifestações começam a perder a força

Manifestações começam a perder a força

Luana Ciecelski
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A pós uma semana de protestos intensos, a greve dos caminhoneiros perdeu força nesse último domingo, 1º de março e ontem, segunda-feira, 2. No início da noite de domingo, foram registrados 15 pontos de interdição parcial em quatro estados (RS, SC, MT, MS), sendo 13 em rodovias federais e duas em estaduais. Já na segunda-feira, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) afirmou que foram 40 os pontos de manifesto pelo estado.
Levando em consideração que na semana passada as paralizações chegaram a acontecer em mais de 80 pontos apenas no Rio Grande do Sul, a assessoria de comunicação do Palácio do Planalto anunciou que o governo, acreditando no fim dos protestos, começaria nessa segunda-feira, 2, a botar em prática as promessas feitas aos motoristas, durante acordo feito com líderes da paralização na quarta-feira passada, dia 25 de fevereiro.
A princípio, a presidente Dilma Rousseff sancionaria, sem vetos, a chamada Lei dos Caminhoneiros e encaminharia ao Congresso as normas para suspender por um ano os pagamentos das dívidas de duas linhas de crédito do BNDES para adquirir caminhões, o Finame e o ProCaminhoneiro.
No entanto, a tentativa de pacificação com os caminhoneiros não diminuiria os cuidados por parte da polícia. Em nota divulgada também domingo pela Secretaria Geral da Presidência da República, informa-se que o governo vai ampliar a presença das forças policiais para garantir o cumprimento das decisões judiciais e a desobstrução das rodovias. O objetivo é garantir o direito ao trabalho e o abastecimento da população.

Os protestos nessa segunda

A PRF no Rio Grande do Sul registrou manifestações em 40 pontos do estado nessa segunda-feira, 2. Destes, 15 ocorreram em rodovias federais e 25 em rodovias estaduais. A BR-116, em Camaquã, na altura do quilômetro 397, na BR-386, em Soledade, no km 243, e em Fontoura Xavier, no km 268, foram alguns dos locais obstruídos.
Outros estados que também registraram alguns protestos, foram Santa Catarina e Paraná. No estado vizinho, haviam seis pontos de bloqueio, na BR-163, nos municípios de Guaraciaba, São José do Cedro e Guarujá do Sul, e na BR-282, em Pinhalzinho, Maravilha e São Miguel do Oeste.
Já no Paraná, os caminhoneiros não ocuparam as pistas das estradas federais no estado, mas permaneceram parados no acostamento do km 136 da BR-376, em Nova Esperança, no km 7 da BR-163, em Barracão, e no km 112 da BR-376, em Paranavaí.
A PRF também informou que, a presença da polícia e as proibições de bloqueios por pena de multa contribuíram para que a duração dos manifestos tenha sido reduzida em comparação as paralizações que aconteceram na última semana, quando os caminhões bloquearam a passagem por várias horas durante o dia.

Santa Cruz está abastecida

Na região, no entanto, o trânsito se manteve tranquilo nesta segunda-feira, 2. Apenas em dois locais foram registradas perturbações e manifestos. Um deles foi em Cachoeira do Sul, na BR-153, o outro, na RSC-287, na altura de Candelária.
Em Candelária, pneus foram queimados no meio da via, obrigando os carros a passarem pelo acostamento e cerca de 200 caminhões ficaram parados no local, liberando a passagem apenas para veículos pequenos. No entanto, o protesto que começou durante a manhã, já havia terminado no início da tarde, pois a Justiça Estadual expediu uma liminar pedindo a desobstrução das rodovias.
De acordo com o Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios dos Vales do Rio Pardo e Taquari (Sindigêneros) Celso Müller, a diminuição dos manifestos, mesmo que em parte, representa um alívio para o comércio de Santa Cruz.
Müller afirma que com as condições atuais, onde os manifestos acontecem, mas de forma itinerante, e com a Policia Rodoviária Federal interferindo constantemente, a situação começa a normalizar. “As mercadorias que estavam atrasadas, aos poucos vão chegando”, afirmou. E a expectativa, é de que se o abastecimento se mantenha assim até o fim definitivo das paralizações. Celso, no entanto, não garante que um ou outro mantimento possa faltar em algum momento, em função dos atrasos que ocasionalmente vão acontecer. Com informações Agência Brasil e Governo do Estado.

Santa-cruzenses aderem à causa

Na tarde do último sábado, 28 de fevereiro, um grupo de santa-cruzenses saiu às ruas para manifestar seu apoio à causa dos caminhoneiros. Por volta das 14 horas, cerca de 20 pessoas se reuniram em frente ao Palacinho da Prefeitura, na Praça da Bandeira com quatro caminhões de empresas de Santa Cruz e cartazes.
De acordo Jorge Biron, um dos participantes da manifestação, ela foi organizada pelo “Movimento João da Silva”, e teve como objetivo unir forças para apoiar os transportadores de cargas e caminhoneiros. “Essa é classe que carrega o Brasil nas costas. A população tem que se unir. Nós temos que juntar forças”, falou.
O grupo, além de voltar sua atenção para as paralizações, aproveitou o manifesto para manifestar o desejo pelo fim da corrupção e impeachment da presidente Dilma Rousseff. Eles permaneceram com os veículos na praça por cerca de 15 minutos e em seguida realizaram uma carreata pelas ruas centrais de Santa Cruz.

Ana Souza

Grupo se reuniu para juntar forças à causa dos caminhoneiros e pedir menos corrupção

 

Grupo de jovens realizou protesto pacífico 

Um grupo formado por oito jovens fez um protesto pacífico pelas ruas do centro de Santa Cruz do Sul na última sexta-feira, 27 de fevereiro, no período da tarde. 
O motivo do protesto foi um apoio às manifestações que estão ocorrendo com os caminhoneiros e as insatisfações com o governo federal. O grupo se reuniu com cartazes colados em seus carros e andaram em baixa velocidade pelas ruas Marechal Deodoro, Marechal Floriano Peixoto e Tenente Coronel Brito. (J.F.)

Jéssica Ferreira

O grupo circulou pelo centro da cidade apoiando os caminhoneiros