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Bombeiros gaúchos fazem treinamento na Nasa

Divulgação/RJ

Igor e os outros dois bombeiros realizaram treinamentos para atuar em áreas de risco

LUANA CIECELSKI
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Quando se fala em Nasa (National Aeronautics and Space Administration, Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço) dos Estados Unidos, imediatamente vem à mente das pessoas a imagem de foguetes espaciais, de homens caminhando na Lua, homens flutuando por falta de gravidade. Poucos imaginam, no entanto, que essa mesma instituição oferece cursos para os agentes de segurança de todo o mundo, entre eles, policiais, bombeiros, etc.
Um desses cursos é o de Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas (BREC) e para participar dele, são selecionados em todo o mundo apenas alguns Bombeiros que se destaquem por seu desempenho profissional, ou por seu desempenho em outros cursos. No fim de abril, três destes bombeiros saíram do Rio Grande do Sul para fazer o treinamento: o Sargento Igor Marchionatti, de 35 anos de Canoas, o sargento Alex Rodrigues de 37 anos de Santa Maria e o soldado Geomir Alan, de 33 anos de Farroupilha. Eles foram os únicos brasileiros selecionados.
O trio embarcou pra os Estados Unidos no dia 23 de abril, e permaneceu no Centro de Treinamentos da Nasa, localizado na Califórnia, durante 12 dias, retornando apenas no dia 7 de maio. Nesse período, junto com profissionais de todo o mundo, inclusive do FBI americano, eles aprimoraram seus conhecimentos sobre resgate em situações extremas como em desabamentos, colapsos em estruturas prediais, casas, até mesmo em desabamentos em encostas oriundos de calamidades ou catástrofes ambientais.
De acordo com o sargento Igor Marchionatti, esse curso é mais do que apenas um sonho de realização pessoal. “Para ir à Nasa é preciso ser convidado, estar física e emocionalmente preparado, e com conhecimento prévio a ser aprimorado para algo maior que são as reais adversidades”, afirmou.
Além disso, ele explica que para chegar lá, foi preciso muito treino. “Estar preparado implica em treinar, treinar muito e, acima de tudo, compartilhar o conhecimento de forma permanente e efetiva na prevenção de ocorrências indesejáveis e proteção preservação dos envolvidos quando surgirem os desafios”, explicou.
Depois de voltar dessa temporada desafiadora, Marchionatti destaca que o próximo passo será passar os conhecimentos que adquiriu para tantos colegas quanto for possível. “Esse tipo de trabalho envolve a atuação em equipe, além de uma grande exigência de condicionamento, técnicas e equipamentos específicos que resulta em um maior sucesso no resgate das vítimas”, explica.


Objetivo de Igor depois da volta, é passar os conhecimentos para sua equipe, para que possam atuar em conjunto