Viviane Scherer Fetzer
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O 8 de março de 2017 ficou marcado em todo o mundo por manifestações em busca da garantia dos direitos já adquiridos pelas mulheres, já que a data é conhecida como Dia Internacional da Mulher. Em Santa Cruz do Sul não foi diferente. Sindicalistas e movimentos sociais de diversos setores de Santa Cruz do Sul realizaram um ato unificado na Praça Getúlio Vargas. Na pauta do movimento, além das bandeiras históricas, como a luta pelo fim da violência contra a mulher, igualdade salarial, esteve fortemente a resistência contra a reforma da Previdência proposta pelo governo Temer. A atividade contou com aulas públicas sobre o desmonte da Previdência e a violência contra a mulher. Representantes do Movimento das Mulheres em Luta (MML), Sindibancários, Sindicato dos Comerciários, a CSP/Conlutas, a União dos Estudantes Santa-cruzenses (Uesc) e a Assembleia Nacional dos Estudantes Livre (Anel), Movimento dos Pequenos Agricultores.

Nos materiais distribuídos e na fala dos manifestantes estava a frase “Nem um direito a menos”, que representa o ideal do movimento de garantir que nada seja retirado dos direitos das mulheres. Conforme a militante do Movimento dos Pequenos Agricultores, Leticia Chimini, “é um dia de denúncia e de anúncio desse modelo, principalmente para chamar a atenção da população sobre a perda de direitos que estamos tendo com essa reforma da previdência e que claro vai pegar tanto o povo do campo quanto o povo da cidade”. Durante o dia, além das conversas esteve à disposição da população a feira agroecológica dos alunos da Escola Família Agrícola Santa Cruz (Efasc).
A diretora do Sindibancários e do Coletivo de Mulheres Bancárias, Mariane Castagnino, explicou que por ser o Dia Internacional da Mulher resolveram fazer o ato unificado do movimento de mulheres de Santa Cruz e região. “O eixo central do nosso ato é a reforma da previdência, ou melhor, o desmonte da previdência porque eles chamam de reforma, mas sabemos que nada mais é do que a retirada dos nossos direitos”, salientou Mariane. “Ainda somos muito descriminadas, vamos continuar lutando pelos direitos das mulheres e contra a violência contra as mulheres, por isso viemos até aqui hoje, para mostrar o nosso apoio a esse movimento”, comentou Angela Maria, da Cooperativa de Catadores e Recicladores de Santa Cruz do Sul (Coomcat). “O dia hoje é um dia de luta porque não podemos aceitar nenhum direito a menos, é o que temos repetido, é um momento de resistência e de não deixar eles retirarem nossos direitos”, comentou ainda Mariane Castagnino.

O evento contou com a participação de serviços do município como o Centro Municipal de Atendimento a Saúde (Cemas), o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher e o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) Outra ação desenvolvida foi realizada pelo Escritório de Defesa dos Direitos da Mulher. Segundo Priscila Froemming, que responde pelo setor, o objetivo da iniciativa foi o de passar orientações sobre os serviços que a Prefeitura oferece. “Além de distribuição de material passamos informações para que as mulheres se sintam mais amparadas”, disse Priscila.
Outras duas atividades marcaram a manifestação. Uma delas foi a entrega de um documento na Prefeitura Municipal em repúdio ao veto do prefeito a uma lei proposta pela vereadora Rejane Henn para que fosse trabalhada a questão de gêneros nas escolas. “Esse trabalho deve ser feito sim, é o momento e o local de fazer isso porque faz parte da formação, então é um retrocesso”, reforçou Letícia Chimini. A outra atividade foi uma caminhada até o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para entregar uma carta que foi resultado da manifestação contra a reforma da previdência.
Dia de beleza
O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) Acolher, da Secretaria Municipal de Políticas Públicas, em comemoração ao Dia da Mulher, promoveu uma atividade voltada para as mulheres que são atendidas pelo Creas Acolher, da equipe e dos outros serviços do Centro Integrado de Segurança Pública e Cidadania. Uma das convidadas foi a consultora de beleza da Mary Kay, Eveline Corrêa, que ofereceu um dia de beleza para as mulheres. “A maquiagem propicia a autoestima das mulheres e as encoraja a enfrentar os desafios do dia a dia”, disse a coordenadora do Creas, Ana Lucia Favera Grotto.
De acordo com o secretário de Políticas Públicas, Edemilson Severo, esta data é dotada de simbolismo. “Nossos programas e serviços dependem da atuação diária de inúmeras mulheres em todas as demandas verificadas no contexto social”, afirma o secretário.
Blitz educativa distribuiu rosas

A Secretaria Municipal de Transportes e Serviços Públicos (SETSU), em parceria com a organização Trânsito Vida, fez uma homenagem às condutoras pela passagem do Dia Internacional da Mulher através de uma blitz educativa, na manhã de quarta-feira, 8. A ação ocorreu na Rua Marechal Floriano, em frente à Praça da Bandeira.
Além de receberem as habituais orientações sobre a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança, não falar no celular ao volante, transportar crianças nos assentos adequados e outras regras, elas também ganharam rosas para marcar a data, comemorada mundialmente. Conforme o secretário da pasta, Gérson Vargas, somente fiscais do sexo feminino foram destacadas para a blitz, também no intuito de valorizar o trabalho das profissionais. Entre os voluntários da Associação Trânsito Vida, as meninas das séries finais da Escola Municipal de Ensino Fundamental Harmonia, do bairro Santa Vitória, com seus coletes amarelos, também eram a maioria. Junto com as flores, elas distribuíram os novos adesivos da campanha pela travessia de pedestres na faixa de segurança.
Escritório de Defesa dos Direitos da Mulher: 3715-1895
Creas Acolher; 3715-8068 e 3711-2465
Polícia Civil: 197
Abordagem social: 153
Brigada Militar: 190














