
Na última quarta-feira, 19, o 7° Batalhão de Infantaria Blindado (7° BIB), realizou em Santa Cruz do Sul uma formatura alusiva ao Dia do Exército.
A data festiva, comemorada em todos os quartéis do país, remonta ao século XVII, quando em 19 de abril de 1648, brasileiros, portugueses, indígenas e africanos se uniram para expulsar as tropas holandesas que ocupavam áreas do nordeste brasileiro.
O episódio foi o primeiro de dois confrontos no Estado de Pernambuco, denominados de Batalhas dos Guararapes. O segundo combate aconteceu em 19 de fevereiro de 1649 no mesmo local, onde hoje é o município de Jaboatão dos Guararapes, que faz parte da região metropolitana de Recife, capital pernambucana.
As batalhas enfraqueceram a presença militar holandesa no nordeste brasileiro, até que em 1654 o exército inimigo acabou deixando o Brasil.
As Batalhas dos Guararapes representam então a união dos povos que hoje formam o Brasil: Indígenas, Africanos e Europeus.
Para o Comandante do 7° BIB, Tenente-Coronel Kurt Everton Werberich, a data é um dia de integração. “O Dia do Exército vem ressaltar a união dos povos. Foi através dessa união que nós conseguimos expulsar o invasor holandês em 1648. Então, é a integração das três raças, é a união do nosso povo que nos faz forte. Essa é a mensagem do nosso exército no dia de hoje”
Mais de 600 militares participaram da formatura, iniciada às 9 da manhã no quartel do batalhão. Na ocasião foram homenageados Everson Bello, assessor de comunicação da Universidade de Santa Cruz do Sul e Nestor Raschen, diretor do Colégio Mauá, que receberam diplomas de reconhecimento como amigos do exército. “É um reconhecimento, a nossa honra que podemos prestar a eles pelo algo a mais que fizeram pelo nosso batalhão ou pelo exército brasileiro”, ressaltou o comandante do 7° BIB.
A próxima data comemorativa do Exército Brasileiro é dia cinco de maio, quando é celebrado o Dia da Arma de Comunicações, em homenagem ao Marechal Cândido Rondon, patrono do exército, que no final do século XIX foi nomeado para chefiar a Comissão de Linhas Telegráficas do Maro Grosso, percorrendo mais de cem mil quilômetros pelo país, desbravando terras longínquas e fazendo os primeiros contatos com diversos povos indígenas do país, lançando quase seis mil Km de linhas telegráficas.














