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Profissionais do volante avaliam Santa Cruz

 

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com uma população estimada em 127.429 mil habitantes e uma frota de 89.560 veículos segundo o censo de 2016, Santa Cruz do Sul é uma das cidades do país com o maior número de carros por pessoa.

Com uma média de 1,42 cidadão por veículo, o município tem uma proporção de carros por pessoa superior a média nacional. No Brasil, existem 2,21 pessoas para cada automóvel. Já a média do Rio Grande do Sul é de 1,7 habitante para cada veículo.

O elevado número de veículos faz com que a questão do trânsito mereça ainda mais atenção na vida das pessoas. Por essa razão, o Riovale foi buscar as opiniões de quem faz de seu dia a dia uma missão pelas ruas de Santa Cruz: os taxistas.

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes e Serviços Urbanos, são 170 taxistas habilitados para atuar nas áreas urbana e rural da cidade. Na última semana, nove deles deram sua opinião para a reportagem sobre o que consideravam ser pontos positivos e negativos de nosso trânsito na área central, que concentra o maior número de pessoas e veículos.

A avaliação geral dos taxistas de Santa Cruz em relação ao tráfego de veículos na cidade é positiva. Para a maioria dos profissionais consultados, o município tem um trânsito bom em relação aos demais municípios gaúchos.

A sinalização através das placas de trânsito e pintura das ruas foi o destaque elencado entre os motoristas de táxi. A colocação de redutores de velocidade em locais de maior fluxo também recebeu elogios.

Para o taxista Edgar Mueller, que também trabalha como motoboy, os recuos com canteiros e faixa de pedestres instalados nos últimos anos foram uma grande evolução. “É melhor para a visualização, tanto para o pedestre quanto para os motoristas”, pontua o profissional. “Na verdade, as melhorias de trânsito beneficiam todo mundo, não só os taxistas”, completa ele, que logo aos 18 anos já iniciou a trabalhar com sua moto em entregas pelas ruas da cidade.

Edgar aproveita para ressaltar que atualmente os próprios motoboys têm mais consciência sobre sua conduta no trânsito, o que melhora ainda mais o resultado final. “Hoje são apenas os novatos que de vez em quando extrapolam por aí”, destaca.

Outros pontos elogiados pelos motoristas de táxi foram a sequência de ruas asfaltadas no Centro nos últimos anos, e a reformulação do fluxo do trânsito, transformando ruas de mão dupla em vias rápidas de mão única.

Se por um lado houve uma certa unanimidade entre os taxistas para escolher a sinalização como o ponto forte do trânsito em Santa Cruz, as críticas, por outro lado, foram mais pontuais.

Apesar de terem um entendimento que as obras são necessárias para as vias da cidade, a reclamação é de que por muitas vezes os buracos ficam abertos por mais tempo do que deveriam. A Thomaz Flores foi alvo de reivindicações. A sequência de sinaleiras que antecedem o acesso ao bairro Belvedere, a Rua João Werlang, foi criticada. No entendimento dos taxistas, o local é palco de confusões nos horários de pico.

No início de maio deste ano, a prefeitura de Santa Cruz do Sul oficializou o convênio com o Programa Pró-Transporte, e anunciou uma verba de R$ 5 milhões através de financiamento da Caixa Econômica Federal, para asfaltamento total ou parcial nas ruas Marechal Deodoro, Dona Cristina, Do Moinho, João Pessoa, dois trechos da Tenente Coronel Brito, Marechal Floriano, Manoel Antonio Barros e Venâncio Aires.

Na Thomaz Flores, citada pelos taxistas como um problema, a demora se deve ao deslocamento da rede de água, que ficará junto ao meio-fio.

Outro pedido feito pelos taxistas é a maior ação dos fiscais de trânsito nos horários de pico. Uma crítica comum dos taxistas foi a presença de ônibus intermunicipais no Centro da cidade. Segundo os profissionais, os coletivos que chegam de outras cidades atrapalham o andamento nas ruas do centro e acabam restringindo o serviço dos táxis, pois chegam quase vaios na rodoviária.

 

 

Resumo das opiniões:

Pontos positivos

  • Sinalização, placas e faixas de pedestres

  • Pavimentação e melhoria do fluxo

  • Quebra-molas e redutores de velocidade

  • Faixas de pedestre e canteiros de recuo

 

Pontos negativos

  • Demora na conclusão das obras

  • Necessidade de maior ação dos fiscais em horário de pico

  • Presença de ônibus intermunicipais no Centro

  • Sinaleiras em excesso em algumas vias