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A voz feminina do campo na sociedade

SARA ROHDE
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Cada dia mais as mulheres estão tomando a frente em qualquer atividade. E no meio profissional não é diferente. 
O Instituto Crescer Legal criou um projeto pensando no futuro das mulheres que vivem no meio rural, com intuito de ressaltar a importância delas em qualquer meio, seja na sociedade como na área profissional. 
A sala 101 da Universidade de Santa Cruz do Sul – Unisc, foi o palco no dia 15 de dezembro, das concluintes do projeto ‘Nós por Elas – A voz feminina do campo’. As atividades realizadas desde setembro, em um espaço cedido pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) em Vera Cruz, teve o objetivo de valorizar e desenvolver jovens egressas do Programa de Aprendizagem Profissional Rural. 
Treze meninas com idade entre 16 e 19 anos participaram das oficinas coordenadas pela educadora social Cristiana Rehbein, com orientação do professor do curso de Comunicação Social da Unisc, Leonel Aires.
As atividades aconteciam três vezes por semana e nos demais dias, as alunas realizavam pesquisas com entrevistas na comunidade. Todo material foi usado em um programa de rádio totalmente inovador.
Para o diretor-presidente do Instituto crescer Legal, Iro Schünke, é uma satisfação estar concluindo o projeto ‘Nós por Elas – A voz feminina do campo’. “Foi muito importante essa parceria que fizemos com os sindicatos rurais e com o curso de comunicação social da Unisc”. Conforme Iro, ouvir essas meninas no rádio é satisfatório, a potencialidade é impressionante. “É só oferecermos oportunidades aos jovens que a gente vê que as coisas acontecem. Certamente com o programa de aprendizagem mais horizontes vão se abrir”, afirma o presidente. 
Os temas discutidos no programa envolveram o papel da mulher e seus direitos, o preconceito, a violência contra a mulher e o trabalho infantil.
Com as dificuldades que as mulheres enfrentam e já muito enfrentaram, as meninas debateram ideias de como combater a desigualdade entre os sexos, que infelizmente são tratadas como atitudes naturais.
Após a conclusão do curso, o pensamento das meninas mudou e elas passarão a ideia para outras mulheres e assim consequentemente.  
Para a aluna Jaqueline Mantz, de Vila progresso em Vera Cruz, a expectativa para o programa foi muito grande. “No projeto a gente estudou o papel da mulher na sociedade e com o programa de rádio percebemos que os direitos devem ser iguais entre homens e mulheres”. A aluna ainda firma que aprendeu qual medida tomar em caso de violência contra a mulher. “Aprendemos passo a passo o que fazer, tanto antes da agressão, como depois com a medida protetiva”, afirma.  

A turma de concluintes com os parceiros do projeto

Carmen Lúcia De Lima Helfer e Iro Schünke na entrega do certificado a aluna Jaqueline Mantz