SARA ROHDE
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Muitos moradores de Santa Cruz do Sul tiveram problemas com o abastecimento de água nesse final de semana. Devido a uma pane elétrica causada em um dos motores de captação da água, que vem de Rio Pardinho, muitos bairros ficaram sem o abastecimento da Corsan de sábado para domingo.
A água vem do Lago Dourado e cai na captação onde é feito o bombeamento para o tratamento. Um dos motores do bombeamento teve problemas na parte elétrica.
Grande parte dos bairros do município foi atingida tendo um retorno de água parcial. Algumas localidades tiveram água somente após a meia-noite de domingo pra segunda-feira.
Segundo o gerente da Corsan em Santa Cruz do Sul, Armin Haupt, teve bairro que demorou mais para ter o abastecimento da água normalizado devido a localização, como é o caso da Linha João Alves. “Como João Alves é um ponto mais alto na cidade, a água demora um pouco até abastecer a região, pois são vários entornos até chegar lá em cima”, completa. De acordo com Armin, o bombeamento é feito parcialmente para poder levar água a todos os bairros.
O morador do Loteamento Nova Santa Cruz I em Linha João Alves, Norberto Schuster Jr, afirma que faltou água em sua casa domingo o dia todo. “Deu umas 24 horas sem água. E não foi somente no domingo. Falta água aqui no loteamento no mínimo três vezes na semana”, afirma. Para o morador do loteamento, pagar a taxa de água e ficar sem o consumo dela é inadmissível.
Todos os moradores dos loteamentos em Linha João Alves pagam uma taxa de água com valor fixo de R$ 24,19 (referente a serviços básicos) e esgoto (70 %) conforme o consumo. Esse valor vem junto na fatura da Corsan todo o mês. “A taxa fixa deveria ter desconto, pois ela é cobrada pelo serviço de fornecimento. Se não há fornecimento, não deve ser cobrada. E se há interrupções no fornecimento, deve-se descontar. Quando não estou recebendo o serviço devo pagar por ele?”, completa, Norberto. O morador ainda destaca que o fato é um caso para o Ministério Público investigar, pois um grande número de pessoas está sendo prejudicada. “Acredito que uma taxa não abusiva deveria ser estabelecida. Acho muito injusto essa taxa ser regulada pelo consumo mensal. Se o cidadão enche a piscina de 3 ou 5 mil litros no verão vai pagar esgoto de acordo com este consumo, é um absurdo”, ressalta o morador. Norberto ainda afirma que tem alguns moradores que tem caixa d’água e assim conseguem se virar quando falta o abastecimento, mas mesmo com a caixa a situação é precária. Quem que não tem a opção acaba ficando sem nenhuma gota.
Outro morador que não quis se identificar diz ser injusta essa taxa que é cobrada todo o mês. “Essa taxa de 70% não é para todos os moradores de Santa Cruz e sim somente para nós aqui da João Alves. Moradores do centro e outros bairros não precisam pagar a taxa, pois o serviço de canalização já foi feito há anos. Como o loteamento foi construído há pouco tempo, temos que pagar. No final do mês a fatura vem com o consumo, a taxa básica e mais 70% de tratamento de esgoto. E ainda temos que ficar sem o abastecimento de água”, afirma.














