SARA ROHDE
Santa Cruz do Sul foi conhecida no ano passado como a terceira maior geradora de empregos do país em 2017, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). As informações foram referentes aos primeiros meses do ano, de janeiro a junho, com total de 5.078 vagas de emprego criadas. Na época o setor que mais teve contratações foi o industrial.
Em outubro, Santa Cruz foi eleita a segunda melhor cidade com as condições mais favoráveis para o investimento de empresas, no Rio Grande do Sul, segundo a revista Exame. A maior parte das indústrias instaladas na cidade, beira às margens da BR 471, o que facilita o acesso ao município que se localiza no centro do estado.
Outro fator que ficou positivo em 2017 foi a economia gaúcha que alcançou 2,1 % no crescimento enquanto o Brasil não teve um resultado satisfatório. O crescimento no PIB em 2017 foi influenciado, em grande parte, pelo desempenho agropecuário. Na indústria, o destaque foi para a indústria de transformação e a indústria do tabaco. Nos serviços, o resultado mais satisfatório foi o do comércio, com a recuperação da comercialização de veículos.
Em 2017 o setor que mais gerou empregos aos santa-cruzenses foi o industrial. Se no início do ano o setor já estava à frente no ramo empregatício, no último semestre, a indústria permaneceu no ranking que mais emprega os cidadãos em Santa Cruz do Sul, segundo o Caged.
Em primeiro lugar vem a indústria de transformação, com 10.742 trabalhadores admitidos, de janeiro a novembro de 2017. Em segundo lugar ficou o setor do comércio, com 2.880 vagas de empregos oferecidas. Já em terceiro lugar no ranking empregatício ficou o setor de trabalhador volante da agricultura, com 345 admitidos.
O emprego que mais rendeu saldos empregatícios, foi no setor de auxiliar de processamento de fumo com 4.730 vagas, já em segundo lugar, ficou alimentador de linha de produção, com 1.640 funcionários admitidos.
Mas ao mesmo tempo em que as empresas admitem funcionários novos, elas demitem a mesma quantia. A indústria da transformação demitiu no ano passado 10.297 empregados, resultando em um saldo de contratações de apenas 446 funcionários. No ramo da construção civil o número de vagas ficou negativo. Foram 931 desligamentos, ficando desempregadas, 209 pessoas. No comércio a estatística também demostrou um número negativo de empregos. Foram demitidos 3.881 empregados, resultando em um saldo de 1 demissão.
Toda essa demissão em massa que ocorre nas indústrias é devido as safras que cada empresa disponibiliza. Um exemplo é a empresa MOR que oportuniza mais trabalhos em épocas de verão com a fabricação de piscinas e itens de praia. A própria Xalingo contrata em época de Dia das Crianças e Natal. Esses números de demissões e admissões são altos devido a essa rotatividade. Mas há também os funcionários que são contratados oficialmente pelas empresas devido ao bom rendimento. E outros que saem de uma safra e já são contratados em outra.
O índice da construção civil, em que as obras demoram alguns anos até serem concluídas e algumas param e depois retornam, ficou no vermelho. Nesta área o crescimento este ano ocorrerá devido a novas obras que serão lançadas.
Um índice positivo em empregos no município será gerado em 2018. Segundo o secretario municipal de Desenvolvimento, Econômico, Cultura e Turismo, Flávio Bender, este ano mais empregos serão oferecidos aos santa-cruzenses com as novas instalações industriais. “Nós temos uma possibilidade de grande crescimento para este ano. Com a unificação da Dupont da Nestlé no município, mais uns 120 empregos serão gerados. Mesmo com os representantes, novas vagas serão ofertadas. No setor de tabaco, a JTI fabricará os cigarros e cerca de 100 empregos fixos serão oferecidos. Ainda teremos as lojas Americanas, que será inaugurada ainda este ano e vai gerar várias oportunidades”. Outro destaque que o secretário apontou foi a instalação da Giro Distribuidora de Bebidas, que venderá as cervejas Heineken, Eisenbahn e Kaiser. “O escritório da Giro já está montado no antigo Ebert, agora só falta os detalhes finais. Ali umas 40 vagas estarão disponíveis este ano”, afirma o secretário.
Para Flávio Bender, Santa Cruz do Sul é uma cidade industrial e diferenciada. “Se formos ter um reflexo de geração de empregos, estamos muito bem. Para vir a Renner e as Americanas é porque Santa Cruz do Sul tem potencialidade de investimento e crescimento”, ressalta. Flávio ainda afirma ter certeza de que o saldo de empregos este ano será melhor que no ano passado, por estes novos geradores de empregos e pelo crescimento dessas empresas que já temos aqui no município. “Todas as empresas estão apostando num crescimento de produção que gera empregos”, completa.















