
Tiago Mairo Garcia
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Mesmo sem acordo para definição da tabela de preço do tabaco para a safra 2019/2020, ainda no mês de janeiro, as indústrias fumageiras iniciaram no mês o período de compra de tabaco junto aos produtores, dando início a comercialização da safra de tabaco. Como não houve acordo, cada empresa segue a tabela da safra anterior para realizar a compra.
Com a lavoura de 30 mil pés plantados em uma área de cinco hectares, colhidos no mês de dezembro, o produtor Derli Sebastião Willms, de Cerro Alegre Alto, já comercializou a metade de sua produção. Ele destacou que o preço oferecido pela Universal Leaft Tabacos, empresa a qual ele vende a produção, ficou dentro da expectativa, com média de R$ 159,00 a arroba. O produtor criticou a falta do acordo para que todas as empresas pudessem seguir o mesmo preço de tabela. “A situação do preço está uma vergonha. Antigamente todas assinavam o acordo e o preço era igual. Hoje não acontece isso e cada empresa faz o seu preço”, salientou.

Com relação à safra atual colhida, Willms informou que ainda conseguiu ter um tabaco de qualidade, mas que a produção foi menor devido aos fatores climáticos. “Tivemos excesso de chuvas no plantio e depois faltou chuva para crescer a folha”, disse o produtor. Em relação ao panorama atual da safra para a comercialização, o produtor acredita que as empresas não irão pagar os valores de BO1 para todos os tipos de tabaco colhidos na atual safra, conforme comentários que teria ouvido. “Acredito que a comercialização será feita somente de acordo com o preço por classe”, destacou.
O produtor ainda conta com boa parte da produção, que segue estocada no galpão, e salientou que está realizando a classificação e aguardando por um aumento do preço para comercializar o restante. “Estou esperando um aumento. Se a empresa reajustar, ela paga na nota depois”, salientou. Willms também já está preparando a lavoura para a safra 2020/2021 ao preparar a terra com calcário e plantio de aveia para realizar o plantio do tabaco em junho. “Esperamos que o clima colabore para que a produção seja melhor no próximo ano”, finalizou.














