Grasiel Grasel
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Ao longo dos últimos três dias, 11, 12 e 13, Santa Cruz do Sul realizou 500 testes rápidos para detecção de anticorpos para novo coronavírus. 25 voluntários passaram em domicílios selecionados aleatoriamente para, além dos testes, também aplicar um questionário sobre a doença. Os resultados desta primeira etapa da pesquisa, que vem sendo realizada pela Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), com investimento do Governo do Estado e apoio do Ministério da Saúde, deverão ser divulgados nesta semana. O responsável pela coordenação dos trabalhos é o Instituto de Pesquisa e Opinião (IPO).
Dados parciais da pesquisa foram divulgados no sábado, 11, quando mais de 200 santa-cruzenses haviam sido testados e nenhum registrou positivo para a Covid-19. O teste rápido, de fácil execução, utiliza uma amostra de sangue (uma gota) da ponta do dedo da pessoa a ser testada, que é analisada pelo aparelho de testes em aproximadamente 15 minutos. O participante recebe o resultado do teste na mesma hora.
O questionário que vem sendo aplicado conta com 60 perguntas sobre sintomas do novo coronavírus e práticas de isolamento social para prevenção da doença, as quais podem ser respondidas em cerca de 20 minutos. Para garantir a idoneidade da pesquisa, a equipe não possuía quaisquer informações prévias sobra a saúde das famílias ouvidas.
RECEBA OS PESQUISADORES
A coordenadora da pesquisa em Santa Cruz do Sul, Andreia Valim, que também lidera a equipe que busca trazer testes laboratoriais para a cidade, explica que esta é a primeira de quatro fases da pesquisa. Ela pede que as pessoas sejam acolhedoras com os estudantes, “as pessoas têm o direito de não querer participar, mas sejam suaves na negação, mesmo sendo preferível que não neguem”, orienta Valim. Cada nova etapa será executada a cada 15 dias, com um novo sorteio de residências a serem visitadas para realizarem os testes rápidos e entrevistas.
Para garantir a segurança dos cidadãos entrevistados, os 25 voluntários, que são profissionais e estudantes da área de saúde, estarão devidamente identificados e todos foram testados negativo para Covid-19. Eles também vão continuar utilizando equipamentos de proteção individual (EPI) e seguindo todas as normas de higienização nas próximas fases da pesquisa.
O custo do trabalho, de R$ 1 milhão, será financiado pelas instituições apoiadoras do projeto: Unimed Porto Alegre, Instituto Cultural Floresta, também da capital, e Instituto Serrapilheira, do Rio de Janeiro.
TESTES LABORATORIAIS AINDA NÃO COMEÇARAM
Os testes que deverão ser realizados no TecnoUnisc para detecção do novo coronavírus ainda não puderam ser iniciados. Os reagentes necessários para o teste ainda não foram entregues, mas é esperado que eles cheguem ainda nesta semana.
Segundo Andreia, existe uma série de dificuldades para que os testes cheguem no país e em Santa Cruz, pois a concorrência por eles é muito alta no mundo todo, mas a equipe vem trabalhando para conseguir contornar a situação.
Diferentemente do teste rápido aplicado na pesquisa da Ufpel, que detecta apenas os anticorpos do vírus, o teste laboratorial deverá verificar a presença do próprio vírus no material genético coletado.














