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Aulas serão retomadas em modelo de ensino à distância

Estudo presencial em rede pública e privada não ocorrerá antes de julho

Ricardo Gais
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Volta às aulas será de forma gradual e mudanças podem ocorrer conforme a propagação da Covid-19 em cada região – Palácio Piratini

O Governo do Rio Grande do Sul anunciou na quarta-feira, 27, a retomada das aulas nas redes pública e privada, em modelo de ensino remoto, após a suspensão das aulas presenciais em função da pandemia da Covid-19. As aulas devem ser retomadas na semana que vem, 1º de junho, em modelo à distância (EAD). Serão cinco etapas em que deve ocorrer o retorno, a primeira será feita para a rede pública através da plataforma digital Google Classroom.

Conforme o governador Eduardo Leite, em coletiva de imprensa realizada nas redes sociais, será garantido o ensino à distância para todos os níveis da rede pública, com uso de tecnologia e a disponibilização de materiais aos pais ou responsáveis com dificuldade de acesso à internet. Na rede estadual, a proposta inclui o espelhamento de mais de 37 mil turmas, ou seja, criar no ambiente virtual espaços correspondentes para todas as turmas. Ainda, a Assembleia Legislativa contribuirá com R$ 5,4 milhões, ao longo de 12 meses, para que a Seduc garanta a oferta de capacidade extra para smartphones cadastrados de até 900 mil alunos e professores. Serão R$ 450 mil mensais para custear a parceria com operadoras de telefonia. Para a rede privada de ensino, o governo do Estado também determina que as aulas sejam realizadas de forma remota no mês de junho.

Na segunda etapa que envolve a volta das aulas do Ensino Superior, de pós-graduações e do Ensino Técnico, com o retorno presencial restrito, a partir de 15 de junho, será apenas para o estágio curricular obrigatório e atividades práticas para a conclusão de cursos que envolvam pesquisas e uso de laboratórios. Demais cursos como de idiomas também podem retomar as aulas, mas devem estar adaptados às regras previstas no protocolo do Estado.

O Executivo também identificou os grupos prioritários para o retorno das aulas presenciais, como as aulas da Educação Infantil e do Ensino Médio, já que estes possuem necessidades específicas e devem ser os primeiros a retornar de forma gradual, no momento em que se mostrar adequado. “Crianças menores necessitam da garantia de aprendizagem presencial, há necessidade de contato para que todo o potencial da criança seja desenvolvido”, disse o governador. Leite enfatizou que conscientizar as crianças pequenas a respeito das regras de higiene e para que se evite o contato pessoal será difícil, por isso, há possibilidade de eventual retorno da Educação Infantil e do Ensino Médio em julho.

O secretário Faisal Karam, durante a coletiva, explicou que cada escola terá autonomia para criar grupos de trabalho que ficarão responsáveis por fiscalizar a condição de equipamentos de proteção individual (EPIs), a higienização das escolas e a aferição da temperatura dos alunos. O governo do Estado ainda disponibilizará um aplicativo no qual poderão ser inseridas informações em tempo real a respeito de eventuais casos de alunos sintomáticos nas escolas.

As etapas 3, 4 e 5 ainda serão definidas pelo governo do Estado, conforme a propagação do novo coronavírus. (Com informações do Governo do Estado).