Ao ser questionado pelo presidente da Câmara, Paulinho Lersch (PT), sobre os projetos que entrariam em votação na sessão de segunda-feira, 12, o então líder do governo, vereador Edmar Hermany (PP), disse que não haveria nenhum projeto para ser votado, pois não havia recebido nenhum pedido para a inclusão de projetos.
“Não tem nenhum projeto em votação hoje, ninguém me pediu algum projeto pra votar, logo não temos ninguém pra votar. Mas, segundo o jurídico da Prefeitura, eu não tenho condições de desempenhar a função pública, tampouco ética”, manifestou-se Hermany, referindo-se a um episódio em que o vereador teria se sentido ofendido por uma postagem no Facebook feita por um funcionário do departamento jurídico da Prefeitura.
Paulinho Lersch afirmou que a presidência da Câmara não havia recebido nenhum tipo de parecer oficial sobre a intenção de Hermany de deixar a liderança de governo. O vereador do PP reclamou com Lersch, acusando-o de não ter defendido os vereadores, pois na visão de Hermany, todos os membros do Legislativo haviam sido desrespeitados. A discussão foi encerrada pelo presidente da Casa, após Hermany dizer que não iria mandar ofício para a presidência e que não havia pedido para ser líder do governo. O vídeo completo da sessão pode ser acessado no site da Câmara de Vereadores.

Nesta terça-feira, 13, o ‘Riovale Jornal’ entrou em contato com Edmar Hermany questionando se o vereador seguia como líder do governo Telmo Kirst no Legislativo. O vereador não respondeu a pergunta, e limitou-se a dizer que não iria mais falar sobre o assunto. O presidente da Câmara afirmou que nenhum documento oficial foi enviado sobre qualquer alteração sobre a liderança do governo.
O líder do governo é decidido em acordo com o Executivo, ou seja, a decisão caberia ao prefeito Telmo Kirst.
O episódio de segunda-feira resultou na votação de apenas um projeto em duas horas e meia de sessão. Em contato com o gabinete do prefeito, o secretário de Comunicação, Régis de Oliveira Júnior, afirmou que na última sessão da Câmara não havia nenhum projeto em que o município tinha urgência em aprovar rapidamente, e que não havia nenhum pedido enviado ao Executivo no sentido de mudar a liderança do governo na Câmara.














