Início Geral 41ª Oktoberfest | Carros e alegorias levam tradição à Marechal

41ª Oktoberfest | Carros e alegorias levam tradição à Marechal

Em 2026, número de participantes será reduzido para proporcionar desfile mais dinâmico

Segundo carro reúne referências à música, à dança, à gastronomia e à arquitetura
Fotos: Fabrício Goulart

Fabrício Goulart
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Muito antes dos primeiros carros alegóricos tomarem a Rua Marechal Floriano, uma verdadeira linha de produção trabalha nos bastidores da 41ª Oktoberfest. A proposta vai muito além de apresentar novas alegorias. A organização quer transformar a experiência de quem acompanha a passagem dos carros, com mais interação, efeitos especiais e momentos de surpresa. As informações foram repassadas nesta sexta-feira, dia 25, em visita da imprensa ao barracão das alegorias.

O conceito está diretamente ligado ao tema da festa, “Onde a Tradição encontra a Alegria”. Segundo o diretor artístico dos desfiles, Sérgio Ávila, a concepção vem sendo construída há meses e busca romper com um formato mais mecanizado. “O nosso objetivo maior esse ano é chegar perto das pessoas, tirar foto, esquecer aquela coreografia de passos marcados que muitas vezes fica mecanizada”, explica.

Uma das novidades estará logo na abertura. O desfile terá uma parte cívica com bandeiras do Brasil, do Rio Grande do Sul, de Santa Cruz do Sul e da Alemanha. Na sequência, 16 integrantes fazem uma coreografia com a bandeira alemã, compondo um cortejo para a passagem das autoridades. Para Ávila, a proposta recupera um elemento que deixou de fazer parte dos desfiles nos últimos anos.

Também na abertura estará uma ala de dança inspirada na saudade e nas emoções dos imigrantes ao chegarem à região. Com 14 integrantes e uma pequena alegoria relacionada ao tabaco, a apresentação pretende estabelecer contato direto com quem estiver na avenida. O primeiro desfile está marcado para o dia 8 de outubro, às 19h30.

Sérgio Ávila: “Nosso objetivo é chegar perto das pessoas”

A chegada

A narrativa dos carros começa em 1824, com uma alegoria dedicada à chegada dos imigrantes ao Brasil e a Santa Cruz do Sul. O carro também aborda a formação das famílias e das comunidades, estabelecendo a relação entre a chegada dos estrangeiros e a construção da identidade local.

Na sequência, aparece a cultura germânica, reunindo referências à música, à dança, à gastronomia e à arquitetura. Outro destaque é o coreto, apresentado como símbolo da tradição. Na concepção de Ávila, a alegoria também remete às antigas escolas germânicas, nas quais os conhecimentos musicais eram transmitidos entre gerações.

A partir daí, o desfile muda gradualmente de atmosfera. Fritz e Frida abrem a passagem para o lado festivo da Oktoberfest, seguidos pelo carro das soberanas e pela Caravana da Alegria. Esta última é uma das novidades desta edição: um grupo com figurinos próprios e performances inspiradas em um “circo germânico”, criado para interagir com o público.

Outra atração será a presença de Fritz e Frida em tamanho gigante. Os personagens serão manipulados por artistas e protagonizarão uma homenagem de caráter mais lúdico. A proposta, segundo Ávila, é aproximar a alegoria da linguagem do Carnaval, com os personagens “namorando” e interagindo com a avenida.

O percurso segue com uma homenagem à Marechal Floriano, principal passarela dos desfiles. Termina, por fim, com o tradicional carro das cucas e uma alegoria final com movimento e efeitos especiais. A intenção é que cada carro tenha um momento próprio. “Cada carro desses vai ter um efeito especial”, antecipa o diretor artístico.

Menos integrantes

A organização também reduziu o número de participantes. Em anos anteriores, os desfiles chegavam a reunir entre 6 mil e 7 mil pessoas. Para esta edição, o primeiro desfile terá cerca de 4,5 mil integrantes; o primeiro domingo, 5,1 mil; o segundo domingo, 4,8 mil; e o último, aproximadamente 3,8 mil. A mudança foi pensada a partir da experiência de quem acompanha a programação às margens da avenida.

Além da redução, houve uma alteração na estrutura: serão nove carros alegóricos e dois tripés, e não três, como havia sido divulgado inicialmente.

A Caravana da Alegria também não ficará restrita aos desfiles. O grupo, formado por mais de 30 pessoas, terá participações durante a programação da festa, levando música, brincadeiras e interação aos visitantes. A proposta é criar uma espécie de mini-parada pelo Parque da Oktoberfest.