Início Sem categoria A obra de arte que encheu os olhos de Vó Enedina

A obra de arte que encheu os olhos de Vó Enedina

No fim da tarde da última quarta-feira, 6, Enedina Fátima da Silva, de 57 anos, pegou o ônibus no Bairro Santa Vitória, onde mora, e veio ao Centro na companhia do neto, Vitor Parreira, de 12 anos. Ao chegar em frente à Casa de Artes Regina Simonis, Enedina estava um tanto tímida antes de entrar. Foi Vítor quem tomou a iniciativa e a conduziu. “Nunca tinha vindo aqui. É a primeira vez e estou encantada com o que vejo”, disse. 

A noite tornou-se ainda mais especial para ela quando percebeu que mais e mais pessoas começaram a chegar e se aglomerar no ambiente. Era o momento em que, dezenas de alunos, assim como Vitor, davam início a uma exposição de suas obras e ali compartilhariam seu talento com os admiradores da arte.  “Estou orgulhosa do meu neto. Que bom que essas crianças se ocupam com uma coisa tão bonita”, revelou. 

O artista Vitor Parreira e a avó Enedina Fátima da Silva

O neto de Enedina estava entre os jovens artistas da rede municipal de ensino que participaram, durante o ano letivo, do Projeto Cultura na Escola. A iniciativa, lançada em março deste ano pela Secretaria Municipal de Educação (SEE), em uma parceria com a Associação Pró-Cultura, tem o objetivo de inspirar os estudantes em artistas renomados, como Tarsila do Amaral, Romero Britto, intercalando o trabalho em sala de aula com visitações à Casa de Artes Regina Simonis. “Hoje é a culminância de um trabalho realizado durante o ano letivo e os alunos são protagonistas. Assim democratizamos o espaço para que seja um lugar que pertença a essas crianças e jovens”, disse a secretária da pasta, Jaqueline Marques, que também enalteceu o empenho dos professores no projeto.   

De acordo com a vice-presidente da Associação Pró-Cultura, Carmen Costa, a intenção é ampliar a iniciativa no próximo ano. “Queremos que mais escolas participem porque o resultado que vemos aqui é maravilhoso. 

Oportunizar a crianças se envolverem com a arte, é como semente boa em terra fértil”, declarou. 

Ao final do encontro, depois de um coquetel oferecido aos convidados, a estudante Melissa Winck, de 14 anos, resumiu o que representa para ela o ato de pintar. “É um jeito de os outros sentirem o que sinto. É uma maneira de me expressar, quando estou triste ou alegre. Mas estou muito feliz com essa oportunidade de mostrar meu trabalho”, declarou.  

Participaram da iniciativa alunos das Emefs Menino Deus, Harmonia, Leonel Brizola, e integrantes do projeto AABB Comunidade, com a orientação dos professores Lúis Kauffmann, Josiane dos Santos, Thaís Hohl e Cláudia Tavares.  As obras ficarão expostas até este sábado, dia 9.