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Água no ouvido pode causar otite

SARA ROHDE
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Nestes dias de calor intenso, nada melhor que dar um bom mergulho para se refrescar. Seja na piscina ou no mar, a primeira coisa que pensamos em fazer ao entrarmos na água é molhar a cabeça. As crianças são as que mais ficam embaixo da água e devido ao mergulho excessivo, problemas podem prejudicar a saúde.  
Quando água em excesso entra no ouvido, dor e desconfortos podem aparecer. E nesta época mais quente do ano, muitos casos de infecção são registrados. Água no ouvido pode ser um dos fatores para desencadear a otite, doença que causa infecções e inflamação, devido a bactérias e fungos que podem desenvolver-se no interior do ouvido. 
Por isso precisamos estar atentos aos sintomas que começam a aparecer como coceira, vermelhidão, dor, inchaço, secreção no local, febre e até mesmo perda da audição, após contato frequente com a água.
Existem dois tipos de otite. A otite externa, inflamação no canal auditivo, começa no orifício visível do ouvido e se estende até o tímpano. Esse tipo de otite é a mais comum em casos de mergulho em mar e piscina. Devido o excesso de água, a cera é removida e assim, a pele que reveste o ouvido permanece úmida por muito tempo e inflama, o que gera a doença. Um hábito que pode provocar otite também é limpar as orelhas com cotonetes. 
Como precaver a entrada de água no ouvido? 
Segundo a fonoaudióloga, Berenice Cezar Menezes, no verão aumentam muito os casos de infecções de ouvido. 
Quem trata a otite é o médico otorrinolaringologista. O profissional fonoaudiólogo pode fazer um tampão para natação o que evita a infecção. 
Crianças que tem otite com repetição podem ter problema no desenvolvimento da fala porque atrapalha a audição. No adulto não atrapalha a fala, mas acarreta dor, secreção e é desagradável. A doença pode até causar perda auditiva permanente caso se arraste por muito tempo o problema sem o tratamento adequado.
A fonoaudióloga Berenice recomenda usar os tampões de proteção sempre que necessário. O protetor é feito sob medida e é anatômico. “Muitos pais de crianças buscam nosso serviço para adquirir a proteção, evitando as otites e consequentemente as dificuldades de audição e de fala”, completa Berenice. Ela também orienta secar as orelhas com a toalha após sair da água e em hipótese alguma, usar cotonetes e remover a cera.
Os pais estão procurando cada vez mais essa proteção de ouvidos para os pequenos. O procedimento é bem simples. A fonoaudióloga coloca uma massa dentro da orelha e após secagem é enviada para um protético. A criança pode escolher a cor que preferir. 
O ideal é tomar banho com proteção. Não utilizar objetos pontiagudos para limpar a cera, como cotonetes, grampos e similares. A cera de ouvido só deve ser removida se estiver saindo para fora. Ao contrário, deve deixar no ouvido para proteger a audição. 

 O protetor é feito sob medida, é anatômico e a criança pode escolher a cor que preferir