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Artesanato local na antiga Estação Férrea

DECOM/PMSCS/DIVULGAÇÃO

Espaço abriga panos de prato, porta térmicas, conjuntos, toalhas, almofadas e
outras peças, todas produzidas por artesãos da cidade

Desde setembro de 2013 a Associação de Artesões de Santa Cruz do Sul (Artecs) ocupa uma sala no Centro Cultural Jornalista Francisco José Frantz, ainda conhecida como antiga Estação Férrea, na Praça Siegfried Heuser. No local é possível encontrar de tudo um pouco, do mais simples ao mais rebuscado artesanato. Ao visitar o espaço das artesãs restam dúvidas aos mais desavisados, sobre a vocação industrial do município, tal é a beleza dos manufaturados que ficam expostos à apreciação dos visitantes. Os itens vão desde panos de prato, porta térmicas, conjuntos para decoração de banheiros, trilhos e toalhas de mesa, almofadas, toalhas de banho, caixas e diversos utensílios em MDF, fontes de bambu, bolsas em patchwork, roupinhas de bebê e muitos outros. Os trabalhos são produzidos nas mais variadas técnicas artesanais como tricô, crochê, pintura em madeira e tecido, tecelagem, bordados e patchwork. Lembrancinhas de Santa Cruz do Sul estão entre os produtos mais procurados e para qualquer tipo de trabalho elas aceitam encomendas. Quanto aos preços, têm para todos os bolsos, desde pequenos enfeites a R$ 5,00 a presentes mais incrementados, como toalhas de mesa em crochê, a R$ 120,00. E o pagamento pode ser feito com cartão de crédito.

 
REVEZAMENTO
 
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Para Lúcia de Figueiredo, o trabalho manual é gratificante
 
Para a presidente da Artecs, Lúcia de Figueiredo, 57 anos, artesã desde os oito, quando iniciou nas artes do bordado e do tricô, o trabalho manual é gratificante. Ela lamenta apenas o fato de que muitas pessoas não procurem o local porque não sabem da mudança de endereço. Até o mês de setembro de 2013 as artesãs ocupavam uma casa na Rua Sete de Setembro – onde permaneceram por 18 anos – mas tiveram que desocupá-la devido às péssimas condições do local. “Aqui é amplo e bem arejado, melhor que o anterior, mas muita gente ainda não sabe que viemos para cá por isso o movimento de fregueses ainda é pequeno”, conta.  Em sistema de revezamento 14 artesãs cuidam do espaço e colocam à venda sua produção. Muitas delas também atuam no Brique da Praça e nos dois sábados gordos do mês, quando montam suas barracas e expõem seus produtos na Praça Getúlio Vargas. É o caso da ex-professora Jeni Pelizzon, 60 anos, que há mais de 10 anos desvenda os segredos da arte em madeira. “Já pintei tela, tecido, já fiz muita coisa, mas gosto mesmo é de mexer com madeira. Dá trabalho, tem que lixar, envernizar, mas eu adoro”, conta. Das feiras às vezes ela até que cansa, pensa em parar, mas depois repensa e vai adiante. “A gente monta barraca, desmonta barraca, é uma trabalheira, mas as pessoas não deixam a gente parar. É muito bom quando a gente faz o que gosta, disse.
 
MOVIMENTO CRESCENDO
 
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Diversas peças de artesanato podem ser encontradas no Centro
Cultural Jornalista Francisco José Frantz
 
Incentivadora da atividade, a vice-prefeita e secretaria de Inclusão, Desenvolvimento Social e Habitação, Helena Hermany, lembrou da época em que era primeira dama, em 1987 quando o município cedeu pela primeira vez espaço para incentivar os artesões e afirmou que em breve melhorias como a instalação de um café vão tornar o Centro de Cultura mais frequentado pela comunidade. “O movimento com certeza vai crescer bastante. É muito especial o trabalho que estas mulheres realizam e acredito que a comunidade deva apoiar e prestigiar cada vez mais”, disse.  A sala de artesanato funciona no mesmo horário do Centro de Cultura, de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30 e das 13h30 às 17h. Lúcia conta que no futuro a ideia é ampliar o atendimento para abrir também aos sábados, quando as pessoas dispõem de mais tempo para fazer comprar no comércio. O telefone para contatos é o 3715 8157.