A segunda-feira, 11 de março é um dia histórico para o Vale do Rio Pardo, foi quando iniciaram os trabalhos do primeiro Bacharel em Agroecologia da UERGS, unidade de Santa Cruz, numa parceria inédita com a Associação Gaúcha Pró-Escolas Famílias Agrícola. Serão 29 estudantes, todos ingressos via ENEM/SISU, onde a grande maioria vem da região e são vinculados com a Agricultura Familiar, que iniciarão o curso dividido em 8 semestres. As aulas serão na unidade da UERGS SCS e também haverá momentos formativos nas dependências da EFASC. Pois a base do curso será a relação teoria-prática e prática-teoria, Agroecologia na sala de aula e na lavoura. “Esse é um dos atrativos para esse curso que vamos iniciar, pois precisamos aliar teoria e prática em tudo na nossa vida e nos estudos não é diferente”, pondera o agricultor familiar Valderi de Moura que volta aos estudos depois de trinta anos, ao lado da filha, Taís também acadêmica do curso.
Esse Bacharelado em Agroecologia vem para atender a demanda expressada no “ato público em defesa da UERGS”, promovido pela Articulação em Agroecologia do Vale do Rio Pardo, na sede da EFASC no dia 20/06/2017, onde juntamente a representação da reitoria da UERGS, foi expressado a necessidade de um curso de Bacharelado em Agroecologia para suprir os interesses, especialmente da juventude do Campo da região. A partir desse dia um grupo de estudos coordenados pelo prof. José Schmitz, da UERGS/SCS trabalhou para elaborar o curso e aprovar nas instâncias universitárias da UERGS. “Foi um curso elaborado e pensado por vários sujeitos da região, pessoas que fazem Agroecologia há anos e isso nos dá muita força para iniciar esse novo desafio, que é ofertar o Bacharelado em Agroecologia para a Juventude do Campo dessa região”, comenta Schmitz, que coordenará o curso.
Por isso a noite de segunda foi considerada pelos membros da AAVRP como um momento histórico para a região, pois é uma universidade pública em parceria com uma entidade comunitária, que ofertarão um curso que nasce do desejo e das necessidades da Agricultura Familiar da região. “Estamos muito felizes com esse passo que a AGEFA dá rumo ao ensino superior, focando na oferta de um curso para atender as demandas da Juventude do Campo na região, acreditamos ser um marco na defesa da Agroecologia no Vale do Rio Pardo”, poderá Anderson Richter, presidente da AGEFA.














