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Baja de Galpão na loteria

Cristiano Silva
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Divulgação / Baja de Galpão

Santa-cruzenses do curso de Engenharia Mecânica participarão
de evento nacional em Piracicaba, São Paulo

Para os fãs de carros, saber como ele funciona é algo natural, assim como saber nomes de peças, engrenagens, partes do carro e tudo envolve o universo automobilístico. O que dizer então quando essa paixão, às vezes iniciada com as brincadeiras de carrinho quando criança se torna profissão, e mais, investindo na produção propriamente dita de carros.
Estudantes de engenharia de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul construíram 11 carros offroad para participar da 20ª Competição Baja Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade (SAE) BRASIL-PETROBRAS, de 13 a 16 de março, em Piracicaba, interior de São Paulo. Ao todo, a competição reunirá 72 equipes, que somam mais de mil estudantes de engenharia de 18 Estados brasileiros e do Distrito Federal, e a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) não ficará de fora.

Rolf Steinhaus

Para o professor Flávio Thier (e), e o capitão da equipe Baja de Galpão,
Hernando Luís Burin Moreira(d), o evento serve como oportunidade para o currículo

A equipe Baja de Galpão, que tem como capitão e projetista de suspensão o acadêmico do curso de Engenharia Mecânica da Unisc, Hernando Luís Burin Moreira, irá para a competição sendo uma das cinco equipes do estado a participar do evento em São Paulo.
No ano passado a competição contou com 81 equipes, e o grupo formado pelos acadêmicos da Unisc terminou em 18º lugar na classificação geral, uma colocação de destaque segundo Hernando. “Hoje, nossa equipe conta com 22 pessoas. A meta, depois de ressurgir o projeto no nosso curso, era de estar, em cinco anos, entre os 20 primeiros na competição nacional. Em três anos já atingimos isso” destaca o capitão.
Para o professor e coordenador do curso de Engenharia Mecânica da Unisc, Flávio Thier, a universidade investe nos alunos pensando no futuro. “Já participamos há vários anos dessa competição. A Unisc investe por que é desejável que os alunos, depois de formados, tenham participado desses projetos. É um ponto no currículo. As empresas procuram pessoas que tenham participado do Baja e já tenham essa experiência na bagagem. Pra universidade é interessante investir, pois auxilia os alunos a se colocarem no mercado de trabalho” destaca o professor.

O PROGRAMA

Rolf Steinhaus

Produção segue acelerada na oficina do curso de Engenharia Mecânica da Unisc

O projeto Baja SAE foi criado na Universidade da Carolina do Sul, Estados Unidos, sob a direção do Dr. John F. Stevens, sendo que a primeira competição ocorreu em 1976 e é o primeiro programa estudantil de capacitação organizado pela SAE BRASIL. Nele os estudantes se organizam em equipes que, sob a orientação de um professor, desenvolvem os veículos com o qual irão competir, representando a sua instituição de ensino em diversas provas e testes de dirigibilidade, conforto, tração, velocidade, subida de rampa, enduro, resistência e outras.
Além da construção do protótipo em que praticam o conhecimento adquirido em sala de aula, as equipes são responsáveis por atividades como atendimento de prazos, busca de suporte financeiro para viabilização do projeto e custeio de despesas, entre outras tarefas com as quais se defrontarão no mercado de trabalho.
Os Baja SAE são protótipos de estrutura tubular em aço, monopostos, para uso fora de estrada, com quatro ou mais rodas, motor padrão de 10 HP e capacidade para abrigar um piloto de até 1,90m de altura e até 113,4 kg de peso. Os sistemas de suspensão, transmissão, freios e o próprio chassi são desenvolvidos pelos próprios estudantes de engenharia, que são orientados por professores das instituições de ensino que representam.

BUSCA

Divulgação / Baja de Galpão

Na prova de tração ocorrida na edição do ano passado,
a equipe da Unisc ficou em 2º lugar frente às outras 81 equipes

Para Hernando, a ideia esse ano é melhorar a classificação do ano passado, sem deixar de pensar na, quem sabe, vaga para a competição mundial nos Estados Unidos, onde os três primeiros da competição brasileira se classificam. “Por que pensamos desde o início em ficar entre os 20 primeiros colocados? Porque dentro desses 20 estão todas as universidades que são referências no Baja, universidades de engenharia propriamente, e aí é uma loteria”, revela.
“Por exemplo, a equipe que era campeã no ano retrasado, caiu para 19º no ano passado, pois pode acontecer uma fatalidade, alguma coisa que não era esperada. Então estamos ali, na busca de conseguir alguma coisa, e as universidades tradicionais de engenharia também têm o problema da saída de alunos que complica na hora de reposição, por isso essa loteria. Quem sabe podemos conseguir uma melhor colocação este ano”, finaliza Hernando. Na prova de tração, no ano passado, a equipe santa-cruzense ficou em 2º lugar entre as 81 equipes.

Divulgação / Baja de Galpão

Prova de resistência já elimina diversas equipes,
segundo os bajeiros santa-cruzenses