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Carnavalescos: 'Não desistimos do Carnaval'

LUANA CIECELSKI
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As cinco Escolas de Samba de Santa Cruz do Sul optaram por não fazer qualquer atividade no Carnaval de 2018. Esse desfecho é resultado de uma série de reuniões que vem sendo realizadas com o Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Cultura e Turismo, desde a última quinta-feira, dia 4 de janeiro. A prefeitura anunciou que irá disponibilizar R$ 60 mil por meio de Lei de Patrocínio. As escolas, porém, não farão uso desse valor. 

Há vários motivos para isso, de acordo com o Presidente da Associação das Entidades Carnavalescas, Fábio Nunes. O primeiro deles é o fato de o valor ter sido considerado baixo. Dividido entre todas as escolas, seriam R$ 12 mil para cada uma. “Nós teríamos que buscar outros recursos além desse do município para poder realizar algo de qualidade, mas não há tempo hábil para isso”, explicou. 

Além disso, os presidentes das escolas de Samba estão com receio de elaborar projetos para tentar conseguir esses R$ 60 mil e nem conseguirem. “Eles teriam que elaborar algo em cima da hora agora, e há grandes chances de que a gente nem consiga ganhar o dinheiro. Então vamos deixar”, aponta. 

Na última sexta-feira, dia 5, a Associação chegou a cogitar a hipótese de realizar outro tipo de evento de Carnaval no lugar dos desfiles aproveitando esse valor que foi disponibilizado pela prefeitura. A ideia, porém, seria discutida com os presidentes de cada uma das escolas, e segundo o próprio Fábio, durante o fim de semana, eles optaram por não tentar a captação dos R$ 60 mil justamente por ser considerado um valor baixo e pelo receio não conseguirem elaborar projetos de qualidade dentro do tempo disponível. Segundo Fábio Nunes, também não há motivos para se fazer o consurso de escolha da rainha e princesas do Carnaval 2018. 

A Corte de 2017 permanecerá à frente do Carnaval até 2019

O Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Cultura e Turismo, Flávio Bender, destaca que o valor está disponível e que a prefeitura está apenas seguindo a legislação nacional ao exigir a elaboração de projetos para que o valor da Lei de Patrocínio possa ser disponibilizado. “Nós chegamos a conversar na sexta-feira, e a associação achou que seria possível fazer algo, mesmo que os desfiles não fossem possíveis, mas essa é uma decisão das escolas”, declarou. Ele também aponta que não como aumentar o valor disponibilizado pelo município ao Carnaval. À prefeitura, portanto, só resta esperar pra ver se haverá projetos credenciados no edital da Lei de Patrocínio. 

A ideia da Associação dos Carnavalescos é a de deixar passar esse Carnaval e começar a elaborar bons projetos de captação de recursos tanto para leis municipais quanto estaduais e federais, para as festividades do próximo ano. “Nós não desistimos do Carnaval. Nós apenas queremos fazer um bom trabalho e vamos trabalhar para buscar esses recursos. Ali por maio já queremos ter projetos prontos para começar a captar valores”. 

DESFILES MENORES

A data, porém não deverá passar totalmente em branco. De acordo com a associação, durante o feriado de Carnaval possivelmente será realizado um desfile menor na Rua Júlio de Castilhos, nas proximidades da sede da escola Acadêmicos do União. Os detalhes do evento e a confirmação de sua realização deverão ser divulgados nos próximos dias.
 
Também foi cogitada a hipótese de realização de um evento nos mesmo moldes na Zona Sul, nas proximidades da escola Imperatriz do Sol. Esse segundo evento, porém, já foi descartado, segundo a presidência da própria escola.