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Carpinejar bate papo sobre bullying

Cristiano Silva

 
Cristiano Silva

Interação com o público foi um dos pontos fortes de Carpinejar
na palestra da última quarta-feira, 23 de abril
 
Na última quarta-feira, 23 de abril, dentro do Projeto Educar Sem Discriminar, o Comitê Comunitário de Prevenção à Violência na Escola (COPREVE), trouxe para Santa Cruz do Sul o poeta, jornalista e escritor Fabrício Carpinejar. 
Em agenda viabilizada pela Secretaria de Estado da Educação em parceria com a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos a palestra do escritor teve como tema o bullying.
A evento, ocorrido no Teatro do Mauá, foi direcionado aos adolescentes e jovens das escolas santa-cruzenses, especialmente alunos de 7ª e 8ª séries do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, professores, além de ter sido aberta à comunidade.
 
CARPINEJAR
 
Cristiano Silva

Público se divertiu com os exemplos e histórias que
o poeta contou dentro do pesado tema
 
Em entrevista ao Riovale Jornal, Fabrício Carpinejar destacou a importância da discussão sobre o assunto. “O primeiro passo é sair da vitimização. O que estamos tentando fazer é uma defesa pessoal pela linguagem, pela poesia, pela crônica, pelo texto, pelo senso de humor. É o achar graça no nosso defeito, pra não se sentir ofendido ou com o orgulho ferido. Esse é o ponto de partida”, destacou Carpinejar, que busca trazer pontos de sua vida ao papo com os jovens.
“Trago ilustrações e passagens da minha vida, o quanto eu consegui fazer esse jogo de superação, de não carregar pra si as coisas, então o que eu tento fazer é trazer exemplos cotidianos que o aluno possa entender e colocar em prática. Não estamos fazendo a política de ataque ao agressor, mas sim de autodefesa”, finalizou o palestrante, que durante sua fala aos jovens, conseguiu tratar o tema de uma maneira humorística, trazendo momentos da sua vida para o bate-papo, levando muita interação ao público em suas caminhadas por todo o auditório com o microfone na mão.
Para a Coordenadora do Comitê Comunitário de Prevenção à Violência na Escola junto à 6ª CRE, Maria Goreti Huwe, os problemas que existem nas escolas não podem ser ignorados. “Eles devem ser amplamente discutidos para que sejam construídas coletivamente ações que provoquem mudanças de atitude e promovam a cultura da paz dentro de cada espaço escolar”, destacou.