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Carro do povo completa oito décadas

Viviane Scherer Fetzer
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O Fusca, ao lado da Kombi, é o Volkswagen mais carismático e amado em qualquer lugar do mundo. Uma grande cultura com milhares de clubes, museus, peças de roupa e decorações foi criada em volta do pequeno besouro. Tanto que nesta quinta-feira, 22 de junho, se comemora o Dia Mundial do Fusca. O Volkswagen, ‘carro do povo’ em alemão, foi encomendado por Adolf Hitler a Ferdinand Porsche, que assinou o contrato com a Associação Nacional da Indústria Automobilística Alemã, em 22 de junho de 1934, para o desenvolvimento do Volkswagen, que deu o nome a sua marca. Ele tinha como objetivo recolocar o país sobre rodas com um carro barato e de fácil manutenção. E acabou sendo o carro mais vendido da história e em mais de oito décadas de existência continua em “forma”.

Mais esportivo e verdadeiramente inspirado no modelo original, o nome Fusca voltou em 2011

No Brasil, ele foi produzido entre 1959 e 1986 (apesar de ter sido montado desde 1953 em um galpão em São Paulo), retornando depois em 1993 para uma breve carreira até 1996, a pedido do então presidente Itamar Franco. Em sua forma original, ele foi produzido até 2003 no México. Na onda retrô do fim dos anos 90, a Volkswagen trouxe o Fusca como New Beetle. Em alguns países de língua inglesa o besouro era chamado de Beetle, e por isso foi escolhido esse nome. O modelo usava plataforma e conjunto mecânico da quarta geração do Golf e vestia uma carroceria inspirada no Fusca original. Apesar do forte apelo nostálgico, não fez muito sucesso e nem tinha o charme do Fusca original.

Depois do New Beetle, a Volkswagen decidiu dar um novo propósito ao besouro. Apelou para a nostalgia batizando o modelo com o apelido que o original recebeu (Fusca no caso do Brasil) e adotou uma postura mais esportiva. O visual se afastou um pouco do Fusca original, mas a pegada aqui é outra: vendido no Brasil ele se posicionou como mais uma opção de esportivo da Volkswagen. Porém, por ser um modelo de nicho com certo luxo, nunca vendeu como o popular Fusca original.

 


 

Todo dia é dia de Fusca

Às vezes acho que o fusca é o “Homem de Lata” do Mágico de Oz. Que ganhou um coração e a imortalidade. Fusca não é carro. É um conjunto endógeno que filtra e transpira emoções e histórias. Acredito que de minha geração são poucos os que não têm uma história com “fusca”. Penso… Somos uma geração feliz. Ganhou tanta notoriedade que para lembrar disto, foi instituído o Dia Mundial do Fusca. Mas, parafraseando Jorge Benjor, “todo dia é dia de Fusca”. Você não sai à rua um dia sequer sem que passe por este jovem senhor desfilando suas linhas arredondadas e besourentas. Aos fusqueiros, parabéns!

Fernando Lima – Gestor Ambiental